Federação Internacional de Automobilismo considera trazer de volta motores V8 à Fórmula 1 até 2031Por Jeronimo Santos
2 min de leitura
![]() |
A principal categoria do automobilismo mundial pode reintroduzir a utilização de motores V8 em seus carros nos próximos anos. Essa possibilidade foi levantada por Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O líder da entidade indicou que a Fórmula 1 explora a readoção dessa configuração motora com um horizonte estabelecido para o ano de 2031. Há, contudo, uma abertura para que essa mudança aconteça antes, já na temporada de 2030.
Relembre o histórico e as mudanças nos propulsores da Fórmula 1
Os blocos V8 estiveram presentes nos monopostos da Fórmula 1 por um período significativo, abrangendo de 2006 a 2013. Em parte dessa fase, a competição incorporou o KERS (Sistema de Recuperação de Energia Cinética), um recurso tecnológico empregado entre 2009 e 2013, que demonstrava um movimento inicial rumo à eficiência energética antes da transição para unidades mais sustentáveis.
Desde 2014, a Fórmula 1 adotou as unidades de potência V6 híbridas, que combinam um motor a combustão com sistemas elétricos. Esses propulsores, que representaram um avanço em eficiência e redução de emissões, continuam a ser a base da categoria até os dias de hoje.
A perspectiva da FIA sobre o retorno dos V8 ao cenário da F1
Ben Sulayem afirmou que a iniciativa de trazer de volta os motores V8 parte diretamente da Federação Internacional de Automobilismo. Ele ressaltou que a proposta tem encontrado uma receptividade positiva entre os diversos segmentos do esporte a motor.
Adicionalmente, o presidente da FIA descartou categoricamente a possibilidade de reintroduzir os icônicos motores V10. Esses propulsores, que dominaram a categoria até 2005, eram amplamente aclamados por seu ruído inconfundível, muito apreciado pelos fãs da Fórmula 1.
Principais pontos em análise no debate sobre os próximos rumos da Fórmula 1
-
A deliberação acerca dos futuros propulsores da categoria aborda diversos aspectos cruciais:
- Sustentabilidade ambiental e energética
- Elevados custos associados ao desenvolvimento de novas tecnologias
- Níveis de desempenho e competitividade
- Aprimoramento da experiência sonora proporcionada pelos veículos
Por fim, a Federação Internacional de Automobilismo ainda não emitiu uma confirmação oficial sobre a data exata em que essa potencial alteração no regulamento dos motores poderá ser implementada.







