Novas acusações de estupro coletivo em Botafogo surgem contra dois envolvidos no caso de Copacabana

Polícia civil

Polícia civil - Thales Antonio/ Istockphoto.com

Dois homens já indiciados pela participação em um estupro coletivo ocorrido em janeiro deste ano, em Copacabana, são agora apontados pela Polícia Civil como responsáveis por um crime similar contra outra adolescente. Esta nova acusação se refere a um incidente registrado em agosto de 2023, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ambos os suspeitos, que eram menores de idade à época do primeiro crime, passarão a responder por ato análogo a estupro coletivo qualificado, dada a faixa etária da vítima. A investigação, conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), também resultou no indiciamento de Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, por estupro coletivo qualificado neste mesmo caso.

Detalhes do crime contra adolescente em Botafogo

A agressão sexual na Rua São Clemente teve como palco a residência de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que tinha 17 anos à época dos fatos. Conforme relato da vítima, ela foi atraída ao local por um adolescente de 14 anos — o mesmo que hoje tem 17 e está apreendido por seu envolvimento no estupro de Copacabana — sob o pretexto de um encontro privado. Em depoimento, a mãe da jovem narrou que a filha foi forçada a permitir a entrada de Matheus e Gabriel no quarto, sendo então submetida a relações sexuais não consensuais com os três agressores. O crime, além de brutal, teria sido registrado em vídeo e posteriormente divulgado pelos envolvidos.

A conexão entre os casos de estupro

A similaridade entre os eventos é um ponto crucial nas investigações, conforme ressalta o delegado Ângelo Lages, responsável pelo inquérito. Lages explicou que a forma de agir é bastante semelhante àquela observada no crime de Copacabana, inclusive com o mesmo adolescente atuando na atração das vítimas. Provas robustas como fotografias das lesões, capturadas na época do ocorrido, e mensagens telefônicas, foram apresentadas e reforçam a elucidação dos fatos.

Pedidos da Polícia e posicionamento do Ministério Público

Diante das novas informações, o delegado Lages solicitou que as apreensões dos adolescentes fossem mantidas, através da expedição de novos mandados de busca e apreensão. O Ministério Público manifestou-se favorável a esta solicitação, e o processo foi encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude, onde serão tomadas as próximas decisões.

Indiciamento de Gabriel e medidas cautelares

Para Gabriel Oliveira Palmieri, que foi indiciado por estupro coletivo qualificado, a polícia requisitou medidas cautelares específicas. Entre elas, a proibição de que o acusado se aproxime da vítima, visando garantir a segurança e integridade da jovem.

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