Banco Central libera Pix por aproximação sem teto fixo de R$ 500, dando autonomia a usuários
Uma mudança significativa nas operações do Pix foi anunciada pelo Banco Central, eliminando o limite predefinido de R$ 500 para pagamentos efetuados por aproximação. As instituições financeiras responsáveis deverão ajustar seus sistemas e implementar as novas diretrizes até o dia 1º de outubro.
A partir dessa alteração, as transações realizadas por meio de aproximação, bem como aquelas originadas sem redirecionamento dentro do Open Finance, adotarão a mesma metodologia dos demais pagamentos via Pix. Os clientes agora terão a faculdade de solicitar ajustes, tanto para aumentar quanto para diminuir seus limites diários e por transação, utilizando as ferramentas de gerenciamento de limites oferecidas nos aplicativos dos bancos.
“Ao permitir que o usuário configure o limite para o Pix por aproximação nos canais de sua própria instituição, a nova regulamentação aprimora a experiência diária, mantendo a robustez dos mecanismos de segurança já integrados ao sistema do Pix”, explicou Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central, em comunicado oficial. O teto anterior de R$ 500, introduzido inicialmente como uma salvaguarda para a popularização do Pix, é agora flexibilizado, demonstrando a maturidade do sistema e a capacidade de gerenciar riscos de forma mais personalizada pelos próprios usuários e instituições.
Essa atualização regulatória se estende também aos pagamentos iniciados sem a necessidade de redirecionamento, que ocorrem no âmbito do Open Finance. Isso inclui transações realizadas por intermédio de carteiras digitais que possuam compatibilidade com o sistema.
O Banco Central declarou que a intenção principal por trás dessas medidas é harmonizar as diretrizes existentes e minimizar as discrepâncias regulatórias entre as diversas modalidades de transações.
















