Banco Central anuncia fim do teto de R$ 500 para transações com Pix por aproximação a partir de outubro de 2026Por Carolina Costa
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Uma determinação do Banco Central (BC), publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira (17), estabeleceu o cancelamento dos limites diários de R$ 500 para transações realizadas com o Pix por aproximação. A nova regulamentação entrará em vigor a partir de 1º de outubro de 2026.
A medida revoga artigos da instrução original de agosto de 2024, que havia imposto o teto de valores. Com a alteração, os usuários terão a flexibilidade de solicitar o aumento ou a diminuição de seus limites para essa modalidade de pagamento.
O Pix por aproximação, em operação desde fevereiro de 2025, funciona de maneira similar aos cartões de crédito e débito vinculados a carteiras digitais. Desde seu lançamento, todas as instituições financeiras passaram a disponibilizar a ferramenta obrigatoriamente para seus clientes.
Adicionalmente, esta funcionalidade permite que o Pix seja integrado a plataformas como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay, eliminando a necessidade de abrir o aplicativo do banco para concluir as operações.
Para começar a usar o Pix por aproximação, o usuário precisa vincular sua conta à carteira digital do aparelho celular. Os passos são:
- Acesse a carteira digital;
- Escolha a opção de vincular a conta à carteira;
- O aplicativo do banco será aberto automaticamente;
- Autorize a conexão do Pix por aproximação com a carteira digital.
Quando for realizar um pagamento via Pix por aproximação, o processo é parecido com o uso de cartões de débito e crédito já conectados ao smartphone. As etapas incluem:
- Informe ao atendente qual o meio de pagamento desejado;
- Verifique se os dados da transação estão corretos;
- Aproxime o telefone da máquina de pagamento;
- Confirme a operação do Pix.
Em pouco mais de cinco anos desde sua criação, o Pix se firmou como a forma de realizar transações financeiras mais adotada pelos brasileiros, sendo utilizado por 76,4% da população.
A plataforma já movimentou um montante superior a R$ 75,4 trilhões e registrou cerca de 181,6 bilhões de operações, conforme dados do Banco Central compilados pela CNN Money até o final do ano passado.
Além disso, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou que o sistema de pagamentos instantâneos foi um dos elementos mais cruciais para a inclusão bancária dos brasileiros nos últimos anos, facilitando o acesso a serviços de crédito e ao consumo.
Em consonância com essa visão, durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal em maio deste ano, Galípolo ressaltou que não há competição entre o Pix e o cartão de crédito, mas sim uma relação de complementaridade.
“O Pix incorporou indivíduos que estavam à margem do sistema financeiro, permitindo que tivessem contas bancárias e, consequentemente, acesso a cartões de crédito”, explicou ele. Segundo a autoridade, a base de clientes bancários expandiu consideravelmente após a introdução do Pix e cresceu junto com ele.
Pesquisas recentes indicam também que os pagamentos de mensalidades em escolas e instituições de ensino superior via Pix tiveram um crescimento de 21% em 2025, totalizando R$ 690 milhões movimentados, de acordo com informações da Gennera.
A fintech de pagamentos Ebanx aponta ainda que o Pix está prestes a ampliar sua recente liderança sobre os cartões de crédito no cenário de pagamentos do país.







