Dan Houser, da Rockstar, afirma que a essência da diversão em jogos como GTA está nos sistemas e na liberdade do jogadorPor Maria
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O renomado diretor criativo Dan Houser, uma das mentes por trás de grandes sucessos como Grand Theft Auto V e Red Dead Redemption 2, declarou que a principal fonte de entretenimento nos títulos da Rockstar não reside nas narrativas elaboradas. Ele acredita que “a parte mais divertida dos jogos não é nenhuma das bobagens que escrevemos”, uma perspectiva que enfatiza a experiência do jogador sobre o enredo.
Durante um evento no Tribeca Film Festival, em Nova York, Houser explicou que jamais considerou a história como o ponto central dos jogos desenvolvidos pela Rockstar. Para ele, o fundamental é que o público se divirta plenamente, independentemente de alcançar o desfecho da trama principal.
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Ele expressou satisfação quando os jogadores apreciam a obra, mesmo que não concluam a narrativa. “Se alguém gostou do jogo, ótimo. Se você não consegue terminar a história, mas adorou o jogo por outros motivos, tudo bem. Claro que eu gostaria que você terminasse a história porque investi muito tempo nela. Mas, se você se divertiu, isso já é suficiente”, pontuou o criador.
O desenvolvedor experiente ressaltou que a concepção dos mundos abertos das franquias sempre teve como prioridade a oferta de liberdade aos usuários. Embora a equipe de produção incentive a imersão na história, a vivência oferecida pelos games ultrapassa as missões centrais, fomentando a longevidade e o engajamento contínuo dos títulos no mercado.

Houser descreveu a natureza dos jogos de mundo aberto como um convite à exploração. “A essência de um jogo de mundo aberto é que oferecemos orientações. Queremos que você experimente a história. Desde GTA 3, nosso objetivo sempre foi fazer com que mais pessoas chegassem ao final da campanha. Mas, no fim das contas, depende do jogador. As pessoas gostam de estar naquele mundo, fazer bagunça, experimentar coisas e interagir com os sistemas”, explicou.
Ele reforçou que “a parte mais divertida dos jogos não é nenhuma das bobagens que escrevemos, mas sim os sistemas que criamos”, destacando a importância da engenharia por trás das interações.
Segundo o ex-presidente da Rockstar Games, o verdadeiro encanto de séries como Grand Theft Auto e Red Dead Redemption reside nas situações inesperadas que surgem da interação do jogador com o ambiente virtual.
“O mais divertido sempre será estar naquele mundo e ver o que acontece quando você pula de um prédio, soca alguém, dirige um carro ou interage com qualquer elemento do cenário. Isso sempre terá uma qualidade quase mágica. Em certo sentido, a história é apenas a cereja do bolo”, concluiu Houser.
Apesar de ter saído da Rockstar em 2020, Houser continua ativo na indústria com sua empresa, a Absurd Ventures, que está desenvolvendo um universo transmídia e um novo projeto AAA de mundo aberto. A filosofia defendida por ele permanece influenciando os projetos da Rockstar, como o aguardado Grand Theft Auto 6, cuja arte de capa foi divulgada recentemente.















