Veículo atinge ativista em protesto por libertação de imigrantes detidos pelo ICE em Nova Jersey, nos EUA
Uma ativista sofreu um atropelamento no último domingo, dia 21, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, enquanto participava de uma mobilização que clamava pela liberação de indivíduos sob custódia da polícia migratória norte-americana, o ICE, em um evento simbólico no Dia dos Pais.
Registros visuais mostram um automóvel modelo Dodge Challenger avançando em direção a uma mulher que se movimentava, agitando uma bandeira dos Estados Unidos invertida, bem na frente do Delaney Hall, um complexo destinado à detenção de imigrantes.
Conforme apurado pelo site Visible Brigade, veículo de notícias dos EUA, a militante havia viajado do estado de Minnesota com o propósito de aderir à manifestação e, felizmente, não teve lesões de maior gravidade.
No local, além da ativista atingida, vários outros participantes do ato erguiam vozes pela soltura dos indivíduos aprisionados, com especial apelo para o Dia dos Pais, exibindo cartazes com as frases “libertem os pais, fechem os campos”.
Nos últimos meses, o mesmo centro de detenção tem sido palco frequente de mobilizações e conflitos internos, desencadeados por centenas de detentos, em sua maioria imigrantes, que deflagraram uma greve de fome. Eles denunciam condições consideradas desumanas, citando alimentos deteriorados, ambientes superlotados sem climatização e negligência em seus procedimentos imigratórios.
Ainda que o incidente com o veículo seja impactante, eventos similares de confrontação não são inéditos nesta localidade específica.
Incidente fatal envolvendo Renee Good e agentes do ICE em Minnesota
Em um episódio ocorrido em janeiro deste ano, um funcionário da imigração federal efetuou disparos fatais contra uma mulher durante uma operação realizada em Mineápolis, no estado de Minnesota.
Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), Renee Nicole Good, de 37 anos, teria dirigido seu veículo de forma agressiva contra os agentes do ICE durante a execução da operação.
Naquele período, Kristi Noem, secretária do DHS, expressou apoio aos agentes envolvidos e qualificou a conduta da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”.
“Esses episódios de ataques utilizando veículos configuram atos de terrorismo doméstico. Estamos em coordenação com o Departamento de Justiça para que sejam tratados sob essa tipificação”, declarou a secretária.
Após o óbito, dezenas de pessoas se reuniram no local para protestar contra a atuação tanto dos agentes federais quanto dos locais. Os manifestantes expressaram sua indignação com palavras de ordem como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”, acompanhadas do som de apitos.
















