Venezuela sofre com terremotos duplos e alerta de mortos: equipes de resgate correm para a região costeira mais afetada

Terremoto

Terremoto - StreetOnCamara_Comeback/ shutterstock.com

Equipes de resgate se mobilizam rapidamente para a costa norte da Venezuela, devastada por terremotos quase simultâneos que resultaram no desabamento de dezenas de construções, com a apreensão de que milhares de pessoas tenham morrido. A corrida contra o tempo é intensa para localizar sobreviventes sob os escombros.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, conforme anunciado pelo secretário de Estado Marco Rubio, deve auxiliar na movimentação das equipes de busca e salvamento. A medida se tornou crucial após os abalos de magnitude 7,2 e 7,5 danificarem severamente o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, próximo a Caracas, em um intervalo de menos de 40 segundos, na última quarta-feira.

Rubio enfatizou que a principal necessidade neste momento é a busca e resgate. Ele alertou que há muitas estruturas colapsadas, demandando grande esforço para escavar os destroços, e as próximas 72 horas são consideradas “de ouro” para salvar vidas.

Nestes momentos críticos, as operações de salvamento visam alcançar as vítimas o mais rápido possível enquanto ainda há chance de sobrevivência, especialmente aquelas que ficaram presas sob os edifícios.

A área litorânea, que engloba cidades como La Guaira, Catia La Mar e Caraballeda, nas proximidades do aeroporto internacional, foi a mais atingida. Grandes edifícios residenciais foram totalmente destruídos e muitos moradores procuram desesperadamente por familiares desaparecidos, com relatos de famílias inteiras que sumiram.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, qualificou a situação como uma “tragédia absoluta” em pronunciamento, e declarou a região de La Guaira como zona de desastre.

Danos em Caracas e apelo por assistência

A capital venezuelana, Caracas, também registrou estragos significativos, com vários edifícios desabando nos bairros de Altamira e Los Palos Grandes.

Tom Fletcher, diretor da agência humanitária da ONU, OCHA, assegurou que a organização está “totalmente mobilizada” e enviará um grande número de profissionais em solidariedade e apoio às buscas e resgates, para as pessoas que perderam tanto. Ele reforçou a urgência da ação imediata.

Terremoto Venezuela – Herophoto/ shutterstock.com

Imagens do aeroporto internacional Simón Bolívar, em Maiquetia, na Venezuela, registraram momentos de pânico, com pessoas reagindo à nuvem de poeira que subia pelos terminais enquanto os tremores sacudiam o local.

Em Catia La Mar, no estado de La Guaira, próximo a Caracas, moradores foram flagrados vasculhando enormes pilhas de entulho, buscando por sobreviventes em meio aos destroços de um prédio que ruiu.

A agência da ONU relatou que apenas na região de La Guaira, mais de uma centena de edificações caíram, incluindo o grande bloco de apartamentos Palácio Ritasol e o Hotel Eduard, à beira-mar. Entre os desaparecidos, há crianças a partir de cinco anos e idosos.

A força dos terremotos foi tão intensa que os abalos foram percebidos na cidade de Manaus, na Amazônia brasileira, localizada a mais de 1.600 quilômetros ao sul de Caracas, levando pessoas a evacuarem suas residências.

Cenário de destruição e apoio internacional

Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela em 25 de junho de 2026. Moradores observaram edifícios danificados em Catia La Mar, após os abalos de magnitude 7,2 e 7,5. Pelo menos 32 pessoas morreram e 700 ficaram feridas após os tremores consecutivos no centro-norte do país, que causaram o colapso de prédios e rachaduras em fachadas, levando à declaração de estado de emergência nacional pela presidente interina Delcy Rodríguez.

Enquanto a Venezuela enfrentava tremores secundários contínuos em sua região norte, a comunidade internacional manifestou condolências e ofereceu apoio a uma nação que já vinha lutando há anos com uma profunda crise econômica e humanitária, além de instabilidade política. A intensidade deste desastre natural se agrava no contexto de uma infraestrutura e serviços públicos já fragilizados, dificultando ainda mais a resposta emergencial e a recuperação a longo prazo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que seu país está pronto, em conjunto com parceiros europeus, para oferecer assistência às populações atingidas, anunciando o envio imediato de uma equipe de 85 socorristas especializados.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou “grande preocupação e consternação” pelo povo venezuelano, destacando a “grande resiliência diante das adversidades” já demonstrada pela nação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ofereceu ajuda, afirmando que os EUA estão “prontos, dispostos e aptos a ajudar”. Ele instruiu todas as agências governamentais a se prepararem para agir rapidamente, garantindo que o país estaria presente para seus “novos e grandes amigos”, apesar dos “primeiros relatos não serem bons”.

Um carro apareceu esmagado sob os escombros de um edifício após os terremotos em Caraballeda, no estado de La Guaira, evidenciando a força devastadora dos abalos.

A presidente interina Rodríguez, ex-vice-presidente que assumiu o comando do país, expressou gratidão pela demonstração global de solidariedade, afirmando nas redes sociais que “A Venezuela jamais esquecerá a mão amiga estendida ao nosso povo nestes tempos difíceis”.

Em seu pronunciamento televisionado, ela reiterou que o estado de La Guaira foi a região mais castigada pelo “fenômeno sísmico sem precedentes” da quarta-feira. Ali, dezenas de prédios ruíram, e as equipes estão dedicadas à árdua tarefa de resgate, na esperança de salvar as vidas possíveis.

Imagens aéreas pintaram um cenário desolador em La Guaira, considerada o “epicentro” da catástrofe pelas autoridades. A vasta extensão de cidades litorâneas e resorts caribenhos a oeste do aeroporto estava em ruínas, com muitas estruturas à beira-mar completamente destruídas.

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