O governo da Polônia divulgou uma diretriz importante para seus cidadãos residentes no Reino Unido, sugerindo que avaliem a possibilidade de solicitar o benefício Jobseeker’s Allowance (auxílio-desemprego britânico) antes de retornarem à sua terra natal. Este aviso oficial está acessível no site Powroty, uma plataforma governamental desenvolvida para auxiliar poloneses que vivem no exterior e planejam o retorno ao país de origem.
A motivação por trás dessa recomendação reside na constatação de que o benefício por desemprego oferecido pelo sistema britânico é consideravelmente mais vantajoso em comparação com o valor equivalente pago na Polônia. Diante dessa disparidade, a orientação enfatiza a importância de que a solicitação seja feita enquanto o cidadão ainda está em território britânico, uma vez que o procedimento não pode ser iniciado após o retorno definitivo.
O portal Powroty não se limita apenas ao conselho, mas também fornece um guia detalhado, passo a passo, sobre como requisitar o benefício e as maneiras de efetuar sua transferência para a Polônia. O pagamento do Jobseeker’s Allowance é processado quinzenalmente e apresenta valores que variam: jovens entre 18 e 24 anos recebem £75,65, enquanto pessoas com 25 anos ou mais podem obter até £95,55.
Essa particular orientação é especialmente pertinente para cidadãos poloneses que possuem o status de residente permanente (“settled status”) adquirido sob as novas regras pós-Brexit. Esse status confere a eles a prerrogativa de continuar recebendo determinados auxílios por um período de até três meses mesmo após se mudarem para outro país-membro da União Europeia, evidenciando uma das implicações práticas das negociações de saída do Reino Unido.
A iniciativa polonesa provocou uma série de críticas por parte de políticos britânicos, que interpretaram a situação como um indicativo de fragilidades no sistema de bem-estar social do Reino Unido. Este episódio, por sua vez, reabriu discussões e debates sobre a onerosidade e a sustentabilidade dos benefícios concedidos aos contribuintes britânicos, colocando em xeque a eficácia das salvaguardas sociais pós-Brexit.

