Deputado Comer revela que Leon Black evitou perguntas sobre acordos de confidencialidade em depoimento de Epstein

Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein - Reprodução/Youtube

O ex-CEO da Apollo Global Management, Leon Black, recusou-se a responder questões relacionadas a acordos de confidencialidade dos quais é parte durante seu testemunho sobre as negociações com Jeffrey Epstein. A declaração foi feita na sexta-feira pelo presidente republicano de uma comissão da Câmara dos Representantes.

James Comer, deputado do Kentucky e presidente da comissão, explicou que foram emitidas duas intimações contra Black. Uma delas exige a apresentação de todos os pactos de sigilo dos quais ele faz parte, e a outra, um depoimento agendado para 16 de julho.

Em um comunicado inicial preparado, Black afirmou ter sido enganado por Jeffrey Epstein, o criminoso sexual já condenado, em mais de 60 milhões de dólares em honorários de consultoria financeira.

Black, ex-líder da Apollo, mais uma vez optou por não abordar perguntas sobre os termos de confidencialidade aos quais está vinculado durante seu depoimento à comissão da Câmara, que investiga suas interações com Jeffrey Epstein, conforme anunciado pelo presidente republicano da comissão.

O deputado Comer, representante do Kentucky, reiterou que sua comissão expediu duas intimações contra Black. Uma delas exige acesso a todos os acordos de sigilo, e a segunda convoca o empresário para um novo depoimento em 16 de julho.

Jeffrey Epstein – Reprodução/YouTube

Após a audiência da Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara, Comer disse a jornalistas que a recusa em detalhar os acordos de confidencialidade e seus termos foi a razão para as intimações. Ele sublinhou a importância crucial dessas informações para a investigação em curso sobre a rede de Jeffrey Epstein.

Comer também mencionou que, embora o senhor Black tenha comparecido voluntariamente, a negativa em divulgar os detalhes levou à emissão das intimações, que estavam sendo entregues a ele no momento da declaração do deputado.

Em posicionamento à imprensa, Susan Estrich, advogada de Leon Black, descreveu a emissão das intimações como uma “decisão política premeditada”.

Estrich fez questão de afirmar que Black nunca cometeu abusos contra mulheres, nunca esteve envolvido com menores de idade, nem participou de tráfico sexual. Ela acrescentou que seu cliente jamais pagou Epstein para ter acesso a mulheres e nunca foi chantageado por ele, desconhecendo qualquer uma das condutas hediondas do criminoso.

Black, em sua declaração inicial preparada, detalhou que Epstein o ludibriou, desviando mais de 60 milhões de dólares em taxas de consultoria financeira, sob a falsa alegação de que seriam dedutíveis do imposto de renda.

Ele também sustentou que não teve nenhuma participação na rede de tráfico sexual de Epstein e que nunca ofereceu dinheiro ao criminoso para acessar mulheres.

O empresário relatou, em uma declaração inicial compartilhada com a CNBC, que foi iludido pela complexa e ambígua personalidade de Epstein.

A Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes tem se dedicado a investigar as conexões de Epstein com diversas figuras influentes e ricas.

Anteriormente, o deputado Comer havia comentado com a imprensa que a entrevista de Black tinha o potencial de ser a mais reveladora entre todos os depoimentos colhidos.

O presidente da comissão avaliou que a situação era “bastante significativa”.

Em sua declaração preparada, Black afirmou: “Venho aqui hoje voluntariamente para esclarecer os fatos sobre meu relacionamento com Jeffrey Epstein e, em particular, por que lhe paguei o dinheiro que paguei”.

Jeffrey Epstein – Reprodução/YouTube

“Deixe-me afirmar inequivocamente que nunca abusei de uma mulher”, disse Black em seu depoimento.

Ele acrescentou: “Nunca estive com uma menor de idade. Nunca me envolvi em tráfico sexual. Nunca paguei a Epstein para ter acesso a mulheres”.

Black enfatizou: “Nunca fui chantageado por Epstein. Não estive envolvido e não tinha conhecimento de nenhuma das condutas hediondas de Epstein.”

“Eu conhecia o Dr. Jekyll. Não conhecia o Sr. Hyde”, declarou Black.

“Eu conhecia o Dr. Jekyll. Não conhecia o Sr. Hyde”, ele reiterou, referindo-se à dupla face de Epstein.

“Eu conhecia o Dr. Jekyll. Não conhecia o Sr. Hyde”, concluiu Black em suas observações. Em sua declaração, Black se baseou nas conclusões de 2021 do chamado relatório Dechert, nomeado em homenagem ao escritório de advocacia contratado para examinar quanto ele pagou a Epstein por consultoria financeira, o trabalho realizado por Epstein e se ele tinha conhecimento da conduta de Epstein antes de sua prisão em 2019 por acusações federais de tráfico sexual de menores.

“O relatório Dechert concluiu que eu paguei a Epstein US$ 158 milhões”, disse Black, de acordo com o comunicado preparado.

A Dechert analisou os serviços prestados por Epstein e confirmou que ele realizou trabalhos legítimos e de alto valor em planejamento tributário e patrimonial para o escritório da família de Black, resultando em bilhões em economia fiscal.

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