Casa é destruída por entregadores em Botafogo após invasão equivocada e agentes são filmados sem intervirPor Bruna
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Entregadores invadiram uma residência, arrombando a porta e causando destruição parcial em uma propriedade localizada na Rua Fernandes Guimarães 51, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no domingo (28). A casa, que pertence à garçonete Thais Segal, foi alvo da ação equivocada, pois os agressores buscavam outro indivíduo, mas confundiram o endereço dos imóveis.
Thais e seu companheiro estavam em seus respectivos empregos durante o ocorrido, tomando conhecimento do incidente apenas ao retornarem para casa por volta das 22h30. Eles não conseguiram visualizar os alertas enviados pelos vizinhos em um grupo de WhatsApp, pois estavam sem acesso aos seus telefones móveis.
A moradora relatou que os indivíduos procuravam o dono do imóvel que ela aluga. A similaridade na numeração das residências de Thais e do proprietário teria sido a causa da confusão que levou à invasão errônea pelos entregadores.
“A busca era por Alexandre”, declarou a vítima. Ela enfatizou que os invasores não subtraíram quaisquer bens materiais da propriedade.
Vizinhos reportaram que, momentos antes da invasão, objetos como garrafas de vidro e pedras foram atirados contra as moradias da vila. Ao chegar em seu lar, Thais deparou-se com a porta forçada e o interior da casa totalmente desorganizado. O pavor se intensificou ao procurar por sua gata, que se escondeu durante a ação e só reapareceu após o retorno dos tutores.
Como consequência do incidente, o filho menor do casal foi provisoriamente morar com o avô. O avô também passou a ser responsável por levar o neto à escola diariamente, motivado pelo medo de novas ocorrências de violência.
Conforme o depoimento de Thais, o tumulto teve início a partir de um desentendimento entre o proprietário da residência alugada e um entregador de aplicativo. A moradora apurou que a origem do problema foi o atraso na entrega de um lanche, gerando reclamações sobre a demora e, adicionalmente, sobre um suposto odor de maconha sentido pelo proprietário vindo do entregador. Essa escalada de insatisfação culminou na recusa do pedido e na não disponibilização do código de entrega, dando o pontapé inicial para o conflito que resultou na invasão.
Após os fatos, a garçonete procedeu ao registro da ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia, situada na Rua Bambina, em Botafogo. Ela reportou ter chegado à delegacia às 23h30, mas o atendimento efetivo só ocorreu às 4h da madrugada.
Gravações realizadas durante a altercação evidenciam agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) observando o movimento na entrada da vila no exato momento da invasão. De acordo com os registros dos residentes, os agentes não teriam atuado para conter a situação.

Destruição de imóvel em Botafogo por entregadores após engano no endereço
Em outras filmagens feitas pelos moradores, é possível ver novamente agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) acompanhando a agitação na entrada da vila. Os registros indicam que os oficiais não intervieram enquanto a invasão se desenrolava.
Caso anterior: agressão a entregadores por ex-atleta na Zona Sul do Rio
Em comunicado oficial, a Seop declarou que, durante uma patrulha e fiscalização de rotina na região da Rua Arnaldo Quintela, em Botafogo, seus agentes foram chamados para atender a uma ocorrência na Rua Fernandes Guimarães. A secretaria informou que, ao chegarem, a equipe agiu para controlar os envolvidos e solicitou apoio da Polícia Militar.
A Polícia Civil comunicou que o inquérito está em curso na 10ª Delegacia de Polícia de Botafogo, com os investigadores realizando diversas diligências para identificar os responsáveis pelo delito. A Polícia Militar, por sua vez, por meio do comando do 2º BPM (Botafogo), relatou que no domingo (28 de junho), seus policiais prestaram assistência à Seop durante o incidente na Rua Fernandes Guimarães.







