Após cobrança de Verstappen, Red Bull busca causa de falha em asa e estuda descarte do projetoPor Thiago Lemos
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A equipe Red Bull deixou o Grande Prêmio da Grã-Bretanha no último domingo com uma nova questão técnica para ser solucionada. A escuderia austríaca está concentrada em identificar a causa da falha na asa traseira do RB22, seu carro da temporada. Max Verstappen expressou grande frustração em Silverstone, depois de rodar em alta velocidade e ser forçado a abandonar a corrida ao ficar preso na área de brita, afirmando estar “de saco cheio” com a instabilidade e a insegurança do monoposto.
O piloto tetracampeão enfrentou uma situação bastante similar durante a classificação para o Grande Prêmio da Áustria, onde, ao tentar uma manobra na rápida curva 9, perdeu o controle do veículo. Na ocasião, a área de escape era menor que em Silverstone, resultando em uma colisão com o muro. Após os dois incidentes, o holandês classificou a situação como “extremamente perigosa”.
Diante dos recentes acontecimentos, o chefe da equipe, Laurent Mekies, está empenhado em encontrar uma solução para o problema com a máxima urgência.
Mekies declarou, logo após a prova britânica, que a equipe “vai revisar toda a área para garantir que não haja nenhuma chance de isso acontecer novamente”, reforçando o compromisso com a segurança e a performance.
O design da asa traseira da Red Bull incorpora um conceito que se assemelha à asa “Macarena” da Ferrari. Este sistema inclui uma rotação adicional que possibilita uma abertura mais ampla para a circulação do ar durante os trechos de reta.
Contudo, o funcionamento entre os dois modelos não é idêntico. Enquanto a asa da Ferrari alcança uma rotação de 270 graus, o componente da Red Bull chega a 160 graus e gira na direção oposta. A abertura da asa traseira em retas é projetada para diminuir a carga aerodinâmica, contribuindo para o aumento da velocidade do carro nesses segmentos.
Apesar de a abertura da peça da Red Bull ser a maior em todo o grid atual, Verstappen relatou que o componente não está se acoplando totalmente ao fechar antes das curvas. Esse problema persiste na perda de carga aerodinâmica que, embora benéfica nas retas, se torna uma fonte significativa de instabilidade nas entradas de curva.
Conforme explicou o próprio piloto holandês, “ao virar na curva, a asa traseira não está totalmente acoplada. E você perde muita pressão aerodinâmica por causa disso. Você só sai da pista”, descrevendo a experiência.
A próxima etapa do calendário da Fórmula 1 será o Grande Prêmio da Bélgica, disputado no lendário circuito de Spa-Francorchamps. Assim como Silverstone, a pista belga possui curvas de alta velocidade, incluindo trechos de grande desafio como a famosa Eau Rouge. A Red Bull manifesta preocupação com a segurança de seus pilotos e considera até mesmo abandonar o conceito da asa se não for encontrada uma solução definitiva a tempo.
O gestor da equipe, Laurent Mekies, enfatizou: “Nós vamos fazer o que for necessário para estar do lado da segurança. Já fizemos algumas corridas com esse conceito agora. Desde Miami, eu acho. Então, foram algumas corridas. Ainda é muito cedo na análise para estabelecer se esse é um problema com o conceito ou com algo mais. Mas com certeza nós não vamos deixar pedra sob pedra sobre esse assunto, temos todas as opções abertas”.
Verstappen, que ainda não conseguiu uma vitória na atual temporada da Fórmula 1, ocupa a sétima colocação no campeonato, acumulando 76 pontos. A próxima disputa da temporada está marcada para daqui a duas semanas, em 19 de julho.







