Espanha desafia a Bélgica em reencontro crucial para superar “maldição das quartas” na Copa
A seleção da Espanha tem um confronto marcado para esta sexta-feira, 10 de julho de 2026, às 16h (horário de Brasília), contra a Bélgica, revivendo memórias de confrontos históricos e uma persistente “maldição das quartas de final” em Copas do Mundo. O encontro promete testar a equipe espanhola, que busca superar um passado complicado contra os belgas nesta fase do torneio.
Considerada favorita e com bom desempenho no atual mundial, a equipe espanhola já enfrentou um revés diante da Bélgica há exatas quatro décadas. Na Copa do México de 1986, as seleções empataram em 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Jan Ceulemans para a Bélgica e Juan Señor para a Espanha. A decisão foi para os pênaltis, onde os belgas venceram por 5 a 4, eliminando a Espanha e garantindo sua primeira vaga em uma semifinal de Copa.
Semelhante à trajetória da Espanha em 2026, que superou Portugal nas oitavas, a seleção de 1986 havia eliminado a respeitada Dinamarca por um placar expressivo de 5 a 1. Naquela ocasião, o obstáculo nas quartas foi o goleiro Jean-Marie Pfaff, considerado o melhor do mundo em 1987. Atualmente, a meta belga é defendida por Thibaut Courtois, bicampeão de melhor goleiro do mundo e reconhecido por sua habilidade em defesas de pênalti, um paralelo notável com o passado.
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“Aquele pênalti foi o pior trago da minha carreira”, lamentou Eloy Olaya, atacante de 21 anos que viveu o drama de perder a penalidade decisiva contra a Bélgica naquele Mundial.
O desfecho da Copa de 1986 intensificou a percepção de que a Espanha tinha dificuldades em avançar nas fases eliminatórias dos Mundiais. Essa situação originou a chamada “Maldição das Quartas”, em alusão às frequentes e impactantes eliminações que a seleção sofria justamente nessa etapa do torneio.
Apenas em 2010, ano em que conquistou seu primeiro título mundial, a Espanha conseguiu vencer uma partida de quartas de final. Aquele triunfo de 1 a 0 sobre o Paraguai, na África do Sul, permanece como a única vitória espanhola nessa fase eliminatória em toda a história das Copas do Mundo.
Desconsiderando a participação de 1950, quando o formato da competição não incluía mata-matas tradicionais e a Espanha alcançou o quarto lugar após um quadrangular final contra Brasil, Uruguai e Suécia, a seleção espanhola esteve presente nas quartas de final em cinco edições anteriores ao Mundial de 2026.
Em 1934, foi eliminada pela Itália em um jogo de desempate; em 1986, perdeu para a Bélgica nos pênaltis; em 1994, a derrota de 2 a 1 para a Itália foi marcada por uma polêmica, com um pênalti não assinalado para os espanhóis após Luis Enrique ter o nariz quebrado na área. Já em 2002, a eliminação veio novamente nos pênaltis, após ter dois gols anulados contra a Coreia do Sul.
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A Bélgica não consegue superar a Espanha em nenhuma modalidade de jogo desde o século passado. O tabu belga no confronto direto em partidas oficiais se estende por mais de quatro décadas, desde a Eurocopa de 1980. Historicamente, a Espanha detém uma vantagem significativa com 12 vitórias, seis empates e apenas cinco derrotas contra os belgas.
O segundo encontro entre as seleções em Copas do Mundo, em 1990, quatro anos após a traumática eliminação nos pênaltis, marcou uma espécie de “revanche” espanhola. A Espanha venceu a Bélgica por 2 a 1, mas o confronto ocorreu na fase de grupos, não em um mata-mata decisivo.
Dessa forma, uma vitória sobre a Bélgica e a superação das quartas de final representariam mais do que a exorcização definitiva de antigos “fantasmas”, podendo indicar um caminho promissor rumo à conquista do segundo título mundial para a Espanha.

















