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Nova prévia de Digger apresenta Tom Cruise em papel com transformação marcante

Tom Cruise
Foto: Tom Cruise - Instagram
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O aguardado primeiro trailer completo do filme “Digger”, uma comédia dramática dirigida por Alejandro González Iñárritu, foi divulgado e revelou o ator Tom Cruise em uma de suas caracterizações mais surpreendentes. É a primeira vez que o público vê o artista em um papel tão distinto desde sua performance em “Trovão Tropical”, de 2008, onde também utilizou próteses para modificar sua aparência. Essa mudança radical se distancia de seus personagens habituais, ressaltando o desafio proposto pelo novo trabalho.

A produção tem lançamento mundial previsto para o início de outubro e escalou Cruise no papel de Digger Rockwell, descrito como “o homem mais poderoso do mundo”, encarregado de uma missão para evitar um desastre ecológico de proporções globais.

Antes da estreia da prévia, o ator conversou com a imprensa e fãs em um evento da Warner Bros. em Los Angeles. Na ocasião, ele destacou que este projeto se diferenciava de qualquer outro em sua carreira profissional, evidenciando a singularidade da experiência.

“Nunca havia participado de algo que me desafiasse dessa forma, e o mesmo vale para Alejandro quando iniciamos”, afirmou o ator, sublinhando que o público reconhecerá a originalidade do filme ao assisti-lo, por ser algo totalmente novo.

O trailer apresenta Cruise com cabelos grisalhos, uma barriga visível e um sotaque sulista marcante, interpretando um magnata do petróleo cuja companhia pode ter causado uma catástrofe ambiental com potencial para gerar uma guerra nuclear. A sinopse do longa detalha que o personagem parte em uma jornada desesperada para se provar como o salvador da humanidade, antes que a tragédia que ele próprio iniciou destrua tudo.

O elenco de apoio é composto por nomes como John Goodman, Riz Ahmed, Michael Stuhlbarg, Jesse Plemons e Sophie Wilde.

Durante o evento em Los Angeles, Cruise expressou sua profunda admiração por Iñárritu, recordando o intenso drama “Amores Perros”, lançado em 2000. O ator descreveu o filme como “brilhante” e “incrível”, confessando a forte impressão que a obra do diretor mexicano causou nele.

Ele detalhou que as atuações, o design, a cor e cada aspecto de “Amores Perros” foram elaborados com extrema minúcia e pensamento, permitindo sentir a potente voz autoral de um profissional de talento excepcional.

Cerca de sete anos atrás, Iñárritu apresentou o conceito de “Digger” a Cruise ao longo de vários dias, chegando a ler o roteiro em voz alta para o ator, em um método que buscava imersão total.

“Escutei tudo o que passava pela mente dele para compreender e, assim, saber como contribuir e concretizar essa colaboração. Foi uma experiência belíssima”, contou Cruise, destacando a profundidade do processo criativo.

O ator complementou que não há sensação melhor do que se sentir, física e metaforicamente, à beira de um precipício, com a confiança de que a parceria resultará em algo extraordinário, independentemente dos desafios.

Em uma mensagem de vídeo exibida no evento, Iñárritu revelou que a ideia para “Digger” surgiu enquanto ele finalizava “O Regresso”, épico de 2015 que lhe rendeu o Oscar de melhor diretor e também a estatueta de melhor ator para Leonardo DiCaprio.

“Logo após ‘O Regresso’, tive uma ideia”, rememorou o diretor. Ele explicou que não era um roteiro ou um filme completo, mas sim uma obsessão persistente que o acompanhou por anos tumultuados, e que desde o início, ele sabia a essência daquele personagem.

O cineasta sabia como o personagem falava, sobrevivia e manipulava a realidade a seu favor. No entanto, o projeto levou uma década para ser concretizado, pois Iñárritu não buscava apenas uma história, mas sim a maneira ideal de contá-la, descrevendo-a como absurda, perigosa, mas inerentemente cômica, pois a grande comédia, em sua visão, nasce da tragédia.

A filmagem de “Digger” foi realizada utilizando a técnica VistaVision, um processo analógico de alta definição que surgiu na década de 1950 e que, recentemente, experimentou um renascimento na indústria cinematográfica, sendo empregado em produções como “The Brutalist” e “One Battle After Another”. A escolha dessa tecnologia sublinha a busca do diretor por uma estética visual específica, compatível com a complexidade e originalidade da narrativa.

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