Vôlei masculino: Brasil corre risco de eliminação histórica na Liga das NaçõesPor Thiago Lemos
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A seleção brasileira masculina de vôlei se prepara para uma semana decisiva na primeira fase da Liga das Nações, com jogos que começam nesta quarta-feira. Atualmente na nona posição da tabela, o Brasil está fora da área de classificação, que garante vaga aos sete primeiros colocados. A oitava vaga é da China, a nação anfitriã da fase final, que tem sua participação assegurada independentemente do desempenho na fase inicial.
Nos próximos dias, a equipe terá duelos desafiadores contra a França na quarta-feira, os Estados Unidos na quinta, a Polônia na sexta e a China no domingo. A Polônia e os EUA figuram nas primeiras posições do ranking, e a França, embora com uma campanha instável, possui um elenco de alto nível. A China, lanterna da competição, aparenta ser o adversário mais acessível para o time comandado por Bernardinho.
Com 13 pontos conquistados até agora, o Brasil se encontra em uma situação apertada na classificação. A Turquia ocupa a sétima colocação com 14 pontos, seguida pela Bulgária, também com 14, na oitava. A Itália, em sexto, já acumula 16 pontos. Apesar da pouca diferença numérica, o calendário de jogos do Brasil é bastante exigente, com três confrontos diante de equipes de ponta. A disputa direta se acentua com Turquia (que enfrenta Sérvia, Ucrânia, Eslovênia e Irã) e Bulgária (com jogos contra Polônia, China, EUA e França), exigindo atenção também à Alemanha, que possui 12 pontos.
Para garantir sua vaga na fase final, o Brasil necessita somar, no mínimo, dois pontos a mais que a Turquia e a Bulgária. É importante lembrar que o sistema de pontuação da Liga das Nações atribui três pontos para vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1, enquanto triunfos por 3 a 2 rendem dois pontos. A equipe derrotada nesse último placar, por sua vez, soma um ponto. Os adversários diretos de Brasil e Bulgária são idênticos nesta fase final, enquanto a Turquia, em tese, desfruta de uma sequência de jogos menos complexa.
A Liga das Nações, estabelecida com seu nome atual em 2018, sucedeu a histórica Liga Mundial, um torneio anual disputado desde 1989. Embora com nomes distintos, as competições compartilham formatos semelhantes. Considerando apenas o período da Liga das Nações, a seleção brasileira nunca esteve ausente da fase final nas sete edições anteriores, o que confere um peso maior à situação atual. Ampliando a análise para a antiga Liga Mundial, a única vez que o Brasil não avançou foi em 1991, quando apenas quatro equipes se classificavam e o time terminou em quinto lugar. Este retrospecto de quase 35 anos sem uma eliminação nesta fase da competição principal sublinha a raridade e a importância dos desafios que a seleção enfrenta agora.







