Red Bull descarta uso de asa giratória no GP da Bélgica de F1 após acidentes de Max VerstappenPor Thiago Lemos
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A equipe Red Bull decidiu não utilizar a asa traseira giratória em seus veículos no Grande Prêmio da Bélgica, que anteriormente havia sido implementada nos carros de Max Verstappen e Isack Hadjar pela primeira vez em Miami, no mês de maio. Para a etapa deste fim de semana, a escuderia austríaca optou por retornar a um modelo de asa convencional, sem o mecanismo de rotação invertida que era projetado para otimizar o arrasto aerodinâmico em retas.
Esta mudança por parte da equipe é motivada por questões de segurança, consequência de dois episódios recentes envolvendo o piloto Max Verstappen. O tetracampeão colidiu de forma severa durante a sessão de classificação para o Grande Prêmio da Áustria e, em outro momento, foi obrigado a abandonar a prova na Grã-Bretanha após perder o controle e atingir a barreira de brita.
“Retornaremos ao modelo anterior e avaliaremos quando a versão mais recente estará devidamente preparada para ser empregada novamente”, declarou Max Verstappen, o tetracampeão mundial, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 17 de julho de 2026.
Os dois incidentes com Verstappen compartilharam uma característica crucial: ambos ocorreram logo após a entrada em curvas de alta velocidade. A investigação revelou que, em ambas as situações, a asa traseira da Red Bull não conseguiu se fechar adequadamente, resultando em um desequilíbrio aerodinâmico que levou o piloto holandês a perder o controle de seu carro.
Após o choque em Silverstone, o competidor expressou grande preocupação com as falhas apresentadas pela asa traseira. Ele manifestou seu descontentamento com a condição do carro, classificando os episódios como “extremamente perigosos” devido aos riscos envolvidos.
Os acidentes na pista também alertaram a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A entidade optou por iniciar uma análise detalhada sobre o funcionamento das asas traseiras, não apenas nos carros da Red Bull, mas também nos da Ferrari, que foi a pioneira na aplicação do conceito de asa traseira giratória, batizada de “Macarena” por Frédéric Vasseur, o chefe da equipe de Maranello.
A asa traseira giratória, entretanto, não tem sido motivo de apreensão para a Ferrari. A escuderia italiana realizou extensos testes com o conceito ao longo de um período considerável, e até o momento, não registrou quaisquer problemas de funcionamento. Já a Red Bull concentra seus esforços em solucionar as questões de segurança para, futuramente, reintegrar o componente em seus veículos.







