Ana Cristina lidera virada do Brasil sobre o Japão e garante vaga para semi da VNL

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Seleção brasileira de vôlei Foto: Seleção brasileira de vôlei - X.com/ Vôlei Brasil

A seleção brasileira de vôlei superou o Japão de virada por 3 sets a 1 (24/26, 25/22, 25/16 e 25/20) nas quartas de final da Liga das Nações (VNL), garantindo sua vaga na semifinal do torneio. O confronto ocorreu na quarta-feira, 22 de julho de 2026, em Macau, na China.

Na próxima etapa, as atletas do Brasil terão pela frente a seleção da Itália, atualmente na liderança do ranking mundial da modalidade. A partida decisiva está marcada para o sábado, 25 de julho de 2026, porém o horário exato ainda não foi divulgado.

O triunfo sobre as japonesas foi impulsionado por um terceiro set com desempenho dominante e pela atuação notável de Ana Cristina. Atuando na ausência de Gabi e Júlia Kudiess, a ponteira se destacou como protagonista ao lado de Júlia Bergmann, registrando impressionantes 30 pontos ao longo da partida, um feito que sublinha a profundidade do elenco brasileiro e a capacidade de superação em momentos críticos do torneio.

A trajetória das equipes até as quartas de final

A trajetória do Brasil até esta fase decisiva incluiu nove vitórias consistentes durante a fase de grupos. Sob a liderança do técnico José Roberto Guimarães, a equipe sofreu apenas três derrotas em doze confrontos, assegurando a terceira posição geral.

Por sua vez, a seleção japonesa demonstrou um desempenho similar na etapa preliminar, conquistando oito triunfos em doze jogos. Contudo, encerrou a fase na sexta colocação, o que a colocou no embate direto contra o Brasil nas quartas de final.

Os detalhes da virada brasileira no confronto

O set inicial foi marcado por grande equilíbrio entre as duas equipes. O Japão conseguiu uma vantagem máxima de três pontos em duas ocasiões, mas o time brasileiro buscou a recuperação, resultando em trocas intensas de pontos até os momentos finais.

Com o placar em 23 a 23, a jogadora Seki realizou o levantamento, permitindo que Ishikawa marcasse o ponto que daria o set point às japonesas. Em seguida, Júlia Bergmann respondeu, igualando o marcador e reacendendo a esperança da equipe do Brasil.

Apesar da reação, a japonesa Yamada foi decisiva, marcando 25 a 24 após um ataque potente sobre Marcelle, que fez a bola sair do alcance das brasileiras. Bergmann tentou novamente o empate, mas foi parada por um bloqueio de Yamada, e assim o primeiro set foi vencido pelo Japão.

O segundo set se iniciou com a mesma intensidade do anterior. Como era de se esperar, o ataque brasileiro concentrou-se fortemente nas ponteiras Ana Cristina e Bergmann. As seleções mantiveram um intercâmbio constante de pontos, sem permitir que uma abrisse grande vantagem sobre a outra.

A eficácia do saque japonês foi notável, com o primeiro erro ocorrendo somente nos momentos finais do segundo set, quando Shigihara enviou a bola para fora, proporcionando ao Brasil uma vantagem de 18 a 16.

As japonesas não se renderam facilmente e conseguiram empatar o set em 20 a 20. No entanto, a partir desse momento, as jogadoras do Brasil tomaram o controle, aproveitando-se de erros no ataque e bloqueio das adversárias para finalizar a parcial em 25 a 22.

No terceiro set, a seleção brasileira demonstrou uma postura mais ofensiva e confiante. Rosamaria iniciou a parcial com uma cortada poderosa, estabelecendo o ritmo para o restante do set. A oposta teve um desempenho espetacular pelo lado direito do ataque, conquistando seis pontos, incluindo um bloqueio decisivo.

O Brasil também somou dois pontos de saque: um com Bergmann e outro com Luzia, este último beneficiado por uma falha técnica de Kitamado na recepção. Tais ações resultaram na ampliação da vantagem para oito pontos, com o placar de 13 a 5 em favor das brasileiras.

A pressão do ataque brasileiro intensificou-se, levando as japonesas a cometerem mais erros e a vantagem a crescer para 19 a 8. Embora o Japão tenha reagido com três pontos consecutivos, buscando uma possível virada, o Brasil manteve o controle e fechou o set em 25 a 16.

O quarto set retomou a característica de equilíbrio dos sets iniciais. O Japão reduziu seus erros, e a parcial permaneceu empatada em 10 a 10. A troca de pontos seguiu até o 15 a 15, momento em que as japonesas, com um ataque eficaz de Ishikawa, um saque potente de Wada e um bloqueio de Yamaguchi, abriram uma vantagem de três pontos.

A seleção brasileira, no entanto, demonstrou resiliência e reagiu prontamente, com Ana Cristina executando dois ataques vigorosos pelo meio da quadra, contribuindo para que o placar fosse novamente empatado em 18 a 18.

Nos momentos finais, a dupla que foi a força motriz do Brasil ao longo do jogo, Ana Cristina e Bergmann, voltou a se destacar. Juntas, elas acumularam 13 pontos no set, com cortadas precisas no final, culminando na vitória da seleção brasileira por 25 a 20 nesta última parcial.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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