O meia-atacante Giorgian de Arrascaeta, camisa 10 do Flamengo, cobrou a postura do elenco após a eliminação na semifinal da Copa Libertadores para o Estudiantes, no Maracanã, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (22). A equipe empatou em 0 a 0 no tempo regulamentar, repetindo o placar da partida de ida, e perdeu a disputa por pênaltis por 3 a 2.
Logo após o encerramento do confronto, o jogador avaliou que o time ficou abaixo do desempenho exigido para avançar à decisão do torneio continental. “A gente não fez o que precisava. Não fomos o time que tínhamos que ser. No futebol, se você não dá o seu máximo, paga muito caro. Não tenho palavras agora para falar; era uma oportunidade divina para chegar a mais uma final, com um elenco que merecia, mas só merecimento não alcança. Estamos muito tristes, muito chateados, mas temos que virar a página. Ainda temos o brasileiro pela frente, que é muito importante para nós”, afirmou Arrascaeta.
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Retorno de Arrascaeta ao Flamengo após cirurgia no punho esquerdo
Recuperado de uma cirurgia para tratar uma fratura no punho esquerdo que o deixou quase um mês afastado das partidas oficiais, Arrascaeta iniciou o duelo decisivo no banco de reservas, utilizando uma proteção na mão, e entrou em campo aos 18 minutos do segundo tempo (63 minutos de jogo) no lugar do meia Jorge Carrascal. O Flamengo já atuava com um jogador a mais desde os 4 minutos da etapa final, momento em que o meia Baltasar Rodríguez, da equipe argentina comandada pelo técnico Alexander Medina, foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por segurar Samu Lino.
Mesmo sem ritmo ideal pelo período sem atuar, o camisa 10 revelou que havia participado de atividades completas antes da semifinal e que se colocou à disposição da comissão técnica para ser titular. “É difícil falar depois de uma eliminação para passar a uma final de Libertadores. Estou feliz por estar com meus companheiros. Ninguém ficou sabendo, mas eu já tinha treinado muitos dias no campo, tinha feito jogo (treino) no campo”, disse o meia.
O atleta completou a explicação sobre a sua utilização na partida e saiu em defesa dos colegas que desperdiçaram cobranças. “Eu me coloquei à disposição para começar jogando também, se precisasse. Mas esperei meu momento para poder ajudar o grupo, e faz parte. (Nos pênaltis), Erra quem está ali dentro do campo, quem é escolhido. O Jorginho já deu muitas alegrias nos pênaltis, hoje não foi feliz, como Paquetá”, declarou.
Cobranças de pênaltis entre Flamengo e Estudiantes no Maracanã
Na decisão por penalidades máximas, o goleiro uruguaio Fernando Muslera, do Estudiantes de La Plata, garantiu a classificação visitante ao defender três cobranças seguidas do time carioca. Arrascaeta pediu suporte aos batedores superados pelo arqueiro adversário, mas reiterou a autocrítica coletiva: “Temos que apoiar eles (que perderam pênaltis) nesses momentos tão difíceis. Mas, como grupo, saber que não estivemos à altura, nesse momento, para passar a uma final.”
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A sequência de batidas que definiu o placar de 3 a 2 para o Estudiantes teve os seguintes resultados:
- Convertidos pelo Flamengo: o meia-atacante Giorgian de Arrascaeta (abriu a série com batida no canto) e o zagueiro e capitão Léo Pereira.
- Defendidos por Fernando Muslera: as cobranças do jogador Jorginho, do meia Lucas Paquetá e do atacante Bruno Henrique.
- Convertidos pelo Estudiantes: José Sosa, Eros Mancuso e Tiago Palacios.
- Desperdiçado pelo Estudiantes: Edwuin Cetré, que escorregou e deu dois toques na bola na primeira tentativa (lance anulado pela arbitragem) e chutou por cima do travessão na repetição.
Avaliação de Leonardo Jardim e foco do Flamengo nos 67 pontos do Brasileiro
O técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, analisou a falta de efetividade ofensiva da equipe, que já havia enfrentado e vencido o próprio Estudiantes na fase de grupos da atual edição do torneio. “O jogo foi dominado por nós. Fala-se muito de dados, muita posse de bola e, em termos de efetividade, não tivemos presença na área. Não fomos capazes de criar mais. O Estudiantes é uma equipe que fez uma excelente campanha. Só perderam para a gente na fase de grupos. Não conseguimos finalizar. Isso é um jogo competitivo. Os pênaltis não quis que as coisas acontecessem para o nosso lado”, afirmou o treinador.
Atual campeão da Copa Libertadores, o Flamengo buscava defender o título conquistado na edição anterior, mas a queda em 22 de outubro de 2026 deixa o clube com apenas uma competição no calendário até o encerramento da temporada. A equipe lidera o Campeonato Brasileiro de 2026 com 67 pontos, um ponto à frente do vice-líder Palmeiras, que soma 66 pontos. Sobre a sequência do ano, Arrascaeta resumiu a postura necessária: “É uma eliminação que pega muito forte, mas faz parte do futebol. Nem sempre a gente vai ganhar. Não é desculpa também, mas agora temos que abaixar a cabeça e trabalhar”.
Classificado no Rio de Janeiro, o Estudiantes disputará a final da Copa Libertadores contra o Palmeiras em 28 de novembro de 2026, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
