Brasil se destaca na América Latina e reduz uso de dinheiro em espécie impulsionado pelo Pix
O Brasil registrou a menor utilização de dinheiro em espécie na América Latina em 2025, um movimento impulsionado pela consolidação do Pix como principal meio de pagamento instantâneo. A conclusão faz parte da 11ª edição do Global Payments Report 2026, divulgada em 27 de julho de 2026, que aponta uma disparidade regional significativa no uso de cédulas e moedas.
Cenário do dinheiro físico na América Latina
A pesquisa revela que, em 2025, os consumidores da América Latina recorreram ao dinheiro em espécie com uma frequência superior à média global. O método representou 23% do valor total das transações nos pontos de venda (PDVs) da região, enquanto a média mundial foi de 14%.
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- Vários países da região ainda mantêm um alto índice de uso de dinheiro físico:
- Peru: 30% das transações
- Colômbia: 32% das transações
- México: 40% das transações
O documento também destaca que a América Latina é líder mundial no pagamento em dinheiro na entrega para compras online (cash on delivery), com o México apresentando o maior índice global, representando 6% das transações nessa modalidade.
Como o Pix transformou os pagamentos no Brasil
No Brasil, a popularização do Pix foi um fator decisivo para a diminuição do dinheiro físico em circulação. O sistema de pagamentos instantâneos consolidou sua liderança, elevando os pagamentos de conta a conta (A2A) para 42% no comércio eletrônico e 34% do valor transacionado nos pontos de venda em 2025.
Essa mudança significa maior agilidade e segurança para transações diárias, tanto para consumidores quanto para comerciantes. O impacto se reflete na inclusão financeira e na formalização de pequenos negócios, um avanço significativo comparado a outros mercados da região.
Outros países em busca de sistemas de pagamentos instantâneos
Ainda que o Brasil se destaque, outras nações da América Latina também estão investindo em sistemas de pagamentos instantâneos. Na Argentina, por exemplo, o Transferencias 3.0 continua a expandir a aceitação de pagamentos A2A, alcançando 15% do e-commerce e 10% nos PDVs.
A Colômbia também implementou seu próprio sistema, o Bre-B, lançado pelo banco central em 2025, buscando replicar o sucesso de modelos similares na região e impulsionar a digitalização das transações financeiras locais.
Evolução das carteiras digitais na região
As carteiras digitais apresentam um uso ainda abaixo da média global na América Latina. Em 2025, elas representaram 23% do valor transacionado no e-commerce e 16% nos PDVs, números inferiores aos 56% e 33% da média mundial, respectivamente.
Apesar da diferença, há uma expectativa de crescimento para essas plataformas em toda a região. Gigantes como Mercado Pago, o braço financeiro do maior marketplace de e-commerce da América Latina, e PayPal mantêm uma presença forte, ao lado de soluções locais como Nequi na Colômbia e Yape no Peru, indicando um futuro promissor para a digitalização dos pagamentos.

















