Herdeiros de celebridades buscam renúncia judicial do sobrenome paterno em busca de identidade própria
Nascer com um sobrenome famoso pode ser uma benção e um fardo, abrindo portas, mas também gerando expectativas e associações constantes com os pais. Por diferentes razões, como afastamento familiar, desejo de homenagear um dos genitores ou a busca por uma identidade própria, diversos filhos de celebridades optaram por mudar a forma como são conhecidos publicamente e, em alguns casos, oficialmente. A questão ganhou destaque na imprensa internacional a partir de 29 de julho de 2026, com a repercussão de casos de herdeiros que removeram o nome dos pais, incluindo os de Brad Pitt e Angelina Jolie.
Mudança de sobrenome: uma tendência entre os filhos de celebridades
A decisão de remover um sobrenome conhecido não é incomum no universo das celebridades. Em muitas situações, a mudança reflete um desejo de se libertar da sombra dos pais famosos e de construir um caminho profissional e pessoal autônomo. Isso pode envolver processos judiciais para alterações formais ou simplesmente a adoção de um novo nome para fins artísticos e de exposição pública. A busca por autonomia e privacidade, apesar da vida sob os holofotes, é uma motivação frequente.
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Suri Cruise adota sobrenome materno e se desvincula de Tom Cruise
Suri Cruise, filha dos atores Tom Cruise e Katie Holmes, foi uma das personalidades que formalizou a mudança. Ela passou a usar legalmente o nome Suri Noelle, substituindo o sobrenome do pai pelo nome do meio da mãe. A alteração se tornou pública durante sua formatura escolar em 2024 e apareceu posteriormente em registros eleitorais nos Estados Unidos. Suri nunca se manifestou sobre a decisão, que aconteceu após anos de poucas aparições ao lado de Tom Cruise.
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Decisão de Angelina Jolie inspirou herdeiros a retirar o sobrenome paterno
A atriz Angelina Jolie também trilhou um caminho semelhante em sua juventude. Nascida Angelina Jolie Voight, a artista conseguiu a exclusão legal do sobrenome “Voight” em 2002, motivada por um longo período de distanciamento do ator Jon Voight. Embora já fosse conhecida profissionalmente como Angelina Jolie, a formalização da mudança reforçou sua independência e identidade. Esse passo inicial da mãe certamente serviu de inspiração para os filhos que, mais tarde, fariam o mesmo.
Shiloh Jolie e irmãos de Angelina Jolie-Pitt optam por novos nomes
Mais de duas décadas depois da decisão de Angelina, sua filha com Brad Pitt, Shiloh Jolie, seguiu um caminho parecido. Ao completar 18 anos, Shiloh protocolou um pedido no Tribunal Superior de Los Angeles para retirar “Pitt” de seu nome, que foi aprovado em agosto de 2024. Desde então, ela é legalmente conhecida como Shiloh Nouvel Jolie, citando apenas motivos pessoais para a escolha. Outros filhos do ex-casal também demonstraram o desejo de se desvincular do sobrenome paterno em aparições públicas e profissionais:
- Zahara Jolie: Utilizou “Zahara Marley Jolie” em uma cerimônia universitária.
- Maddox Jolie: Adotou Maddox Jolie em seus trabalhos profissionais.
- Vivienne Jolie: Apareceu como Vivienne Jolie nos créditos do musical “The Outsiders”.
Maddox, Zahara e Vivienne igualmente iniciaram processos para formalizar a retirada do sobrenome “Pitt”, aguardando as decisões judiciais.
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Casos de Elle King e Micheál Richardson com outros motivos para a mudança
A cantora Elle King, registrada como Tanner Elle Schneider, abdicou do sobrenome paterno para construir sua trajetória musical. Ela escolheu usar o sobrenome da mãe, London King, como uma forma de se distanciar da fama do pai, o ator e comediante Rob Schneider. A cantora afirmou que desejava ser reconhecida por seu próprio trabalho e mérito.
Já Micheál Richardson, filho dos atores Liam Neeson e Natasha Richardson, realizou a mudança de nome por uma razão mais sentimental. Ele trocou Micheál Neeson por Micheál Richardson em homenagem à mãe, que faleceu em 2009 em decorrência de um acidente de esqui. Liam Neeson apoiou integralmente a decisão do filho, entendendo que era um gesto importante para manter viva a memória de Natasha.
Contexto jurídico brasileiro sobre a alteração de sobrenome familiar
No Brasil, a retirada de um sobrenome familiar é um processo que pode ser autorizado mediante justificativa legítima, conforme a legislação. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu, em diversas decisões, que situações como o abandono afetivo grave podem fundamentar a exclusão do sobrenome paterno. Esse procedimento é realizado por meio de uma ação de retificação do registro civil. É fundamental ressaltar que a alteração do sobrenome não modifica automaticamente a filiação nem elimina os direitos e deveres relacionados à paternidade, como o direito à herança ou o dever de pensão alimentícia. Isso oferece uma via legal para que indivíduos possam redefinir sua identidade em casos de traumas familiares ou em busca de uma nova representação pessoal.














