Prefeitura investiga morte de paciente após colonoscopia em hospital municipal na Zona Leste de São PauloPor Janderson Luiz
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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo deu início a uma sindicância em 30 de julho de 2026 para investigar as circunstâncias da morte de Mariana dos Santos Candido, de 41 anos. O falecimento ocorreu em 29 de julho de 2026, após a paciente sofrer uma perfuração intestinal durante uma colonoscopia realizada no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, localizado na Zona Leste da capital paulista. A apuração municipal também foca na conduta da Clínica de Endoscopia Salinas, empresa terceirizada que efetuou o exame.
Detalhes da intercorrência e a investigação municipal
Mariana dos Santos Candido foi submetida ao procedimento de colonoscopia, que, apesar de ser um exame de rotina, evoluiu para uma complicação grave. A paciente sofreu uma perfuração em seu intestino, o que a levou a uma cirurgia de emergência imediata no próprio Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo. No entanto, mesmo com a intervenção cirúrgica, Mariana não resistiu às consequências da lesão e morreu no dia seguinte ao procedimento.
A SMS reforçou o compromisso com uma investigação rigorosa para examinar a conduta médica durante o ocorrido. A Clínica de Endoscopia Salinas, responsável pela execução do exame, possui um contrato de prestação de serviços com a unidade hospitalar que se estende por 25 anos. A longevidade dessa parceria adiciona uma camada de complexidade à sindicância, levantando questões sobre os mecanismos de fiscalização e avaliação de qualidade de serviços terceirizados em hospitais públicos.
A busca da família por clareza e justiça
A família de Mariana dos Santos Candido expressou profundo abalo e indignação diante da perda. Segundo relatos da tia da paciente, Mara Aparecida, Mariana não possuía problemas de saúde pré-existentes. A colonoscopia foi recomendada devido ao histórico familiar de câncer colorretal, sendo esta a primeira vez que ela realizava o exame preventivo.
Mara Aparecida detalhou que a equipe médica informou à família sobre uma laceração de cerca de 50% do intestino da paciente. Abalados e buscando respostas, os familiares encontraram dificuldades para obter informações precisas, incluindo o nome do laboratório e do profissional que realizou o procedimento. O hospital teria informado que um relatório completo sobre o caso estaria disponível apenas após 30 dias. A tia de Mariana mencionou ainda uma conversa emocionante com a sobrinha um dia antes do exame, quando Mariana expressou medo do procedimento.
O papel crucial da colonoscopia e seus riscos raros
A colonoscopia é um método diagnóstico essencial e largamente empregado na medicina para avaliar a saúde do intestino grosso e a porção terminal do intestino delgado. Sua relevância reside na capacidade de detectar e prevenir doenças sérias, como o câncer colorretal, possibilitando intervenções precoces. O procedimento é conduzido sob sedação, tornando-o indolor e geralmente seguro, exigindo um preparo intestinal prévio.
É importante ressaltar que, embora a colonoscopia seja considerada um exame de baixo risco, como qualquer intervenção médica, ela não é isenta de possíveis complicações. Incidentes graves, como a perfuração intestinal, são estatisticamente raros. Contudo, quando ocorrem, podem levar a desfechos trágicos, como o caso de Mariana. Tais eventos incomuns sublinham a necessidade de investigações aprofundadas para garantir a segurança dos pacientes e aprimorar os protocolos médicos.
Polícia Civil aprofunda a apuração do caso
Além da sindicância interna da Secretaria Municipal da Saúde, a Polícia Civil também instaurou um inquérito para investigar a morte de Mariana dos Santos Candido. O caso foi registrado com as qualificações de morte suspeita e morte acidental. Essa dupla classificação indica que as autoridades consideram a possibilidade de fatores diversos terem contribuído para o falecimento.
O corpo da paciente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será realizado um exame necroscópio detalhado. Os resultados do IML são fundamentais para determinar a causa exata da morte e fornecerão evidências cruciais que subsidiarão tanto a investigação policial quanto a apuração conduzida pela SMS. A expectativa é que as conclusões dessas diferentes frentes de investigação tragam clareza sobre o que de fato aconteceu e quais responsabilidades podem ser atribuídas.
Cronologia e pontos-chave da investigação
- 29 de julho de 2026: Mariana dos Santos Candido realiza colonoscopia e falece após perfuração intestinal.
- 30 de julho de 2026: Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo abre sindicância para apurar o caso.
- Clínica envolvida: Clínica de Endoscopia Salinas, terceirizada que atua há 25 anos no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo.
- Investigação policial: Polícia Civil registra o caso como morte suspeita e acidental, e encaminha corpo ao IML.
- Informações à família: Dificuldade em obter dados sobre médicos e laboratório, com promessa de relatório em até 30 dias.







