Jovem estagiária de 17 anos é vítima de estupro coletivo com crime transmitido no TikTokPor Luís Henrique Costa
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Uma estagiária de 17 anos sofreu um estupro coletivo perpetrado por três adolescentes e um homem adulto, após ser conduzida para a residência de um dos agressores em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. Durante a ocorrência, um dos investigados realizou uma transmissão ao vivo pela plataforma TikTok.
Matheus Costa Silva, de 19 anos, identificado como o único adulto no grupo que cometeu o estupro coletivo, foi detido no dia 1º de agosto de 2026. A prisão temporária ocorreu mediante mandado judicial, segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Os demais participantes no ato de violência sexual são menores de idade. Um dos adolescentes envolvidos tem 16 anos, conforme apurado.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Matheus Costa Silva. O portal mantém o espaço aberto para quaisquer manifestações.
Transmissão da violência no TikTok e a repercussão online
O crime de violência sexual aconteceu na noite de 3 de junho de 2026. No momento em que a jovem estava sendo agredida, um dos agressores realizou uma live no TikTok, utilizando a frase “Vamo vai ser daora” como legenda.
Apesar de ter acesso ao material em vídeo, o Mix Vale optou por não reproduzir as imagens em respeito à privacidade da vítima.
A gravação foi amplamente distribuída na plataforma, somando mais de 28,5 mil compartilhamentos e cerca de 173 mil curtidas. Além disso, foram registrados 1.677 comentários, com muitos deles zombando da adolescente.
No vídeo, é possível distinguir a voz da jovem e ruídos que se assemelham a tapas, enquanto o responsável pela filmagem proferia, de maneira tranquila, a frase: “Fiquei aqui vendo a paz”.
Detalhes da gravação da violência e a submissão da vítima
Momentos antes da agressão coletiva, a garota estava em uma praça junto aos agressores, onde consumiram bebidas alcoólicas. Posteriormente, o grupo se dirigiu para a residência de um dos envolvidos.
Um trecho do relatório policial indica que, na casa, “apesar de manifestar expressamente a ausência de consentimento, [a vítima] foi subjugada pelos autores que praticaram ato sexual com ela, tendo inclusive registrado as ações em aparelho celular posteriormente divulgado o áudio das gravações na plataforma TikTok”.
A jovem, que atuava como estagiária, fez o registro de boletim de ocorrência acompanhada de sua mãe, no dia 11 de junho de 2026.
Vítima enfrenta ameaças e a possibilidade de gravidez
Documentos da polícia, acessados pela reportagem, relatam que, depois da violência sexual coletiva, a vítima recebeu ameaças e intimidações dos criminosos. A Polícia Civil informou que isso ocorreu “até mesmo em razão de eventual gravidez decorrente dos abusos”.
Conforme o relatório, a adolescente também teria sido instruída a “não envolver a polícia” no caso.
No decorrer das investigações, o homem adulto e os três adolescentes foram identificados, sendo todos reconhecidos pela vítima “sem hesitação” em um momento posterior.
O ocorrido está sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra, sendo tratado como estupro de vulnerável e ameaça.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi contatada para fornecer atualizações sobre o caso, porém, nenhum retorno foi enviado até a veiculação desta notícia. O Mix Vale permanece à disposição para futuros esclarecimentos.







