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Ciclone-bomba coloca mais da metade do estado de SP em alerta para ventos fortes

Vento forte, ciclone extratropical
Vento forte, ciclone extratropical - Foto: lisatop/ Istockphoto.com

Um ciclone-bomba, originado na região Sul do Brasil, deve prosseguir em direção ao mar, mas seus ventos potentes são esperados no estado de São Paulo a partir de 6 de agosto de 2026.

Em função da previsão de rajadas de vento que podem atingir até 100 km/h, a Defesa Civil do estado emitiu alertas de níveis vermelho e laranja, com validade focada para 7 de agosto de 2026.

Compreenda a formação de um ciclone-bomba

Das dezesseis regiões administrativas do estado paulista, nove foram classificadas em alerta vermelho, enquanto as restantes estão sob alerta laranja.

A Baixada Santista é apontada como uma das áreas de maior risco e com expectativa de ventos intensos no estado, conforme informou o meteorologista William Minhoto, da Defesa Civil de São Paulo. Ele explicou que a Serra do Mar atua como uma barreira que impede a dispersão dos ventos, refletindo-os e potencialmente amplificando a força das rajadas.

A Defesa Civil fez um alerta sobre os possíveis impactos da ventania, que incluem derrubada de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, queda de placas e outdoors, desabamentos estruturais, entraves ao tráfego, repercussões em aeroportos e mar agitado.

Regiões em alerta vermelho (risco muito elevado):

  • Marília
  • Bauru
  • Itapeva
  • Registro
  • Sorocaba
  • Campinas
  • Santos
  • Vale do Paraíba e litoral norte
  • Região Metropolitana

Regiões em alerta laranja (risco elevado):

  • Araçatuba
  • Araraquata
  • Barretos
  • Franca
  • Presidente Prudente
  • Ribeirão Preto
  • São José do Rio Preto

William Minhoto afirmou que o “ciclone impactará majoritariamente o Rio Grande do Sul, com potencial para ocorrências extremas. No estado de São Paulo, o fenômeno virá acompanhado de uma frente fria. Em 6 de agosto de 2026, a intensidade será de moderada a forte, com ventos de até 70 km/h. No dia seguinte, 7 de agosto de 2026, os ventos se tornarão fortes ou muito fortes, podendo alcançar os 100 km/h. A partir de 8 de agosto de 2026, o fenômeno iniciará sua dissipação.”

Adicionalmente aos ventos, o especialista em meteorologia apontou a expectativa de chuvas intensas e descargas elétricas. A conjunção desses eventos climáticos pode elevar os perigos para a população e gerar grandes inconvenientes em diversas partes do território paulista.

A denominação “ciclone-bomba” é atribuída a esse fenômeno devido à sua peculiaridade de intensificar-se de forma extremamente acelerada, provocada por uma brusca diminuição da pressão atmosférica.

Minhoto esclareceu que, enquanto um ciclone comum mantém sua pressão por cerca de dois a três dias, este sistema registrou um declínio significativo da pressão atmosférica em menos de vinte e quatro horas. Essa característica o torna consideravelmente mais intenso do que um ciclone típico.

Consequentemente, as projeções dos modelos matemáticos indicam que os impactos desse fenômeno climático, que teve sua gênese no Sul, podem cruzar o Oceano Atlântico e atingir inclusive a África do Sul.

Em resposta a essa situação, o Governo de São Paulo estabeleceu em 6 de agosto de 2026 um gabinete de crise no CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência). O objetivo é monitorar a situação e garantir uma resposta ágil.

O grupo de trabalho é formado por membros do governo estadual, de empresas concessionárias de energia, água e gás, do Departamento de Estradas e Rodagens, das agências reguladoras do estado, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária.

Recomendações da Defesa Civil para prevenção de incidentes

Antes da ventania:

  • Objetos como vasos, cadeiras e brinquedos, soltos em quintais, varandas e sacadas, precisam ser recolhidos ou devidamente fixados para impedir que sejam arremessados e causem ferimentos.
  • Telhados são particularmente suscetíveis aos ventos fortes e exigem manutenção preventiva. É essencial que telhas de concreto, metal ou PVC estejam firmemente presas à estrutura.
  • Indícios como telhas danificadas, infiltrações persistentes, marcas de umidade, ruídos de estalo em rajadas de vento e trincas no forro sinalizam possíveis problemas na cobertura e demandam inspeção profissional.

Durante a ventania:

  • Evite buscar refúgio sob árvores, devido ao perigo de queda de galhos e troncos.
  • Mantenha-se vigilante em relação a placas, letreiros, toldos e outros itens soltos que possam se desprender.
  • Não se aproxime de cabos elétricos partidos ou caídos, dada a iminência de choque elétrico.
  • Em canteiros de obras ou locais descampados, redobre a atenção com andaimes, tapumes e outras construções temporárias.
  • Ao conduzir, mantenha uma distância segura dos demais veículos e diminua a velocidade.
  • Interrompa atividades em andaimes, telhados ou qualquer estrutura elevada enquanto as condições climáticas desfavoráveis persistirem.
  • Procure abrigo em edificações de alvenaria, mantendo-se afastado de janelas de vidro, coberturas metálicas e espaços abertos.
  • Em rodovias, reduza a velocidade e esteja extra vigilante por conta da possível diminuição da visibilidade e queda de galhos.

Após a ventania:

  • Evite subir em telhados para efetuar reparos se houver risco de novas rajadas ou sem o uso de equipamentos de segurança apropriados.
  • Em caso de cabos elétricos rompidos, a orientação é manter-se distante e contatar imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.
  • Se um imóvel exibir rachaduras estruturais, paredes inclinadas ou risco de desabamento, os ocupantes devem evacuar a área e notificar a Defesa Civil.
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