Tornado volta a atingir Rio Grande do Sul pela segunda semana consecutivaPor Luís Henrique Costa
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Um tornado foi registrado novamente no Rio Grande do Sul em 6 de agosto de 2026. O fenômeno climático ocorreu na área rural do município de Pedro Osório, localizado na região Sul do estado.
A ocorrência foi confirmada pela Climatempo Meteorologia, que se baseou em informações fornecidas pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Até o momento desta apuração, não havia relatos de pessoas feridas ou detalhes sobre a extensão dos prejuízos causados.
Conforme a Climatempo, o tornado teve origem em uma supercélula, uma categoria de tempestade caracterizada por uma corrente ascendente giratória. A Defesa Civil explica que “supercélulas comumente causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas, e em algumas ocasiões tornados”.
O registro do tornado foi feito na localidade conhecida como Matarazzo, no interior de Pedro Osório. No entanto, o prefeito Ricardo Alves (MDB) informou que a força dos ventos provocou danos também na zona urbana da cidade.
O chefe do Executivo descreveu a situação: “Estamos levantando os estragos no perímetro urbano também, pois houve árvores caídas, postes caídos e fios soltos. Estamos nos deslocando para o interior, onde foi registrado o tornado. Não temos conhecimentos de feridos ou pessoas fora de casa, mas eles estão sem luz”.
O território gaúcho está sob influência de uma frente fria, ligada à formação de um ciclone extratropical no oceano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil emitiram alertas de grande perigo para tempestades, indicando possibilidade de ventos superando 100 km/h e a ocorrência de tornados ao longo do dia.
Nesta data, um total de oito municípios reportaram algum tipo de dano devido às condições climáticas.
Detalhes sobre o tornado anterior no estado gaúcho
Este episódio marca a segunda semana consecutiva com a ocorrência de um tornado no estado.
Na semana anterior, em 28 de julho, um fenômeno similar atingiu a região Noroeste do estado. Os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho foram afetados.
A Defesa Civil Regional confirmou que quatro pessoas ficaram feridas durante o evento anterior.
O Rio Grande do Sul e o corredor de tornados da América do Sul
O Rio Grande do Sul faz parte do que é conhecido como corredor de tornados da América do Sul. Esta área é considerada uma das mais propícias do mundo para a formação desses eventos climáticos, ficando atrás apenas da região central dos Estados Unidos.
Nesta faixa do continente, é comum o encontro de distintas condições atmosféricas. Um fator crucial é a convergência do ar quente e úmido originário da Amazônia com as massas de ar frio que se deslocam do sul do continente.
Quando os ventos modificam sua direção e velocidade em diferentes altitudes, a tempestade adquire um movimento giratório. O tornado é, precisamente, a coluna de ar em rotação que conecta a base da nuvem ao solo. Em poucos minutos, a velocidade dos ventos pode ultrapassar os 300 quilômetros por hora.
Entenda como ocorre a formação de um tornado
A Climatempo Meteorologia explica que “o tornado é uma corrente de ar ascendente gerada entre a base da supercélula e o solo, em forma de funil, com movimento giratório. A passagem de um tornado provoca torções em objetos justamente por causa desta característica de giro intenso. O prolongamento da base da supercélula em formato de funil é visível no horizonte. Quando o funil toca o solo chamamos de tornado”.
Em muitos casos, o funil permanece visível apenas na parte inferior da nuvem, sem alcançar o solo.
Um tornado pode percorrer e causar estragos por vários quilômetros. O padrão de destruição, em geral, é consistente ao longo de seu trajeto.







