BYD Song Pro flex: marca lança primeiro SUV híbrido a etanol no Brasil
O BYD Song Pro flex, que teve sua apresentação recente, marca a estreia do primeiro carro híbrido da montadora chinesa adaptado para operar com etanol no mercado brasileiro. Este SUV, diferente do Atto 2 que foi exibido em junho de 2026 e chegará apenas em setembro, chega ao país em regime de SKD (montagem parcial), com planos de ter uma linha de produção completa na futura fábrica de Camaçari, na Bahia, reforçando a estratégia de investimentos da BYD no Brasil.
Para que o motor a combustão fosse compatível com o etanol e aproveitasse as vantagens tributárias do programa Mover do governo federal, o Song Pro passou por um processo de desenvolvimento e testes que durou quase dois anos. Engenheiros da BYD de Alemanha, Brasil e China colaboraram intensamente nessa adaptação, evidenciando o esforço global da empresa para atender às especificidades do mercado brasileiro e os objetivos de sustentabilidade do programa governamental.
Além da motorização flexível, o Song Pro apresenta um design exterior renovado, alinhado com as atualizações recentes do modelo na China. A dianteira exibe faróis de LED mais finos, conectados por uma grade prateada inspirada no SUV elétrico Tan, enquanto o para-choque foi redesenhado com entradas de ar maiores, conferindo um visual mais arrojado ao veículo.

Na parte traseira, o carro ganhou um emblema que identifica a nova motorização flex, e a textura da seção preta do para-choque foi substituída por uma peça mais suave. As rodas de liga leve de 18 polegadas também receberam um novo design, calçadas com pneus de dimensões 225/60 R18.
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O interior da cabine foi modernizado, com um painel que integra de forma fluida o quadro de instrumentos e a tela da central multimídia, que agora não possui mais a função giratória. Os assentos oferecem a opção de revestimento preto, e os vidros dianteiros acústicos melhoram o isolamento sonoro. O seletor de marchas foi realocado do console central para a coluna de direção, e a versão GS é a única a contar com teto solar panorâmico.
A configuração de topo de linha ainda inclui um carregador de celular por indução e um conjunto robusto de assistências de condução (ADAS). Este pacote abrange alertas de colisão e de tráfego cruzado traseiro com frenagem automática, aviso para abertura de portas e um sistema de detecção de ponto cego, elevando a segurança do veículo.
Durante uma avaliação breve realizada pela marca em estradas de terra e um trecho de rodovia perto de Ribeirão Preto-SP, o BYD Song Pro flex demonstrou qualidades notáveis. A primeira percepção ao assumir a direção é o acabamento da cabine, que utiliza materiais de boa qualidade e apresenta uma montagem precisa, sem rebarbas ou folgas excessivas.
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A posição elevada de condução, característica dos SUVs, proporciona excelente visibilidade. Os novos bancos se mostraram confortáveis, especialmente para viagens longas, embora a coluna de direção pudesse ter um ajuste de profundidade mais amplo. O espaço interno é generoso para cinco ocupantes, que se beneficiam de saída de ar-condicionado na parte traseira e um porta-malas de 530 litros.

A BYD também fez ajustes na suspensão para otimizar o desempenho do SUV nas variadas condições de rodagem brasileiras. Em percursos de terra, o Song Pro flex mostrou-se eficiente na absorção de irregularidades do solo, mesmo em velocidades moderadas. No asfalto liso, a calibração aprimorada do conjunto resultou em uma condução mais firme, sem sacrificar o conforto, o que aumenta a sensação de segurança em velocidades de cruzeiro.
Mesmo com essas melhorias, o Song Pro não iguala a agilidade e a capacidade dinâmica de modelos como Jeep Renegade e Volkswagen T-Cross. A redução de até 17 cv na potência e 13 kgfm no torque combinados é praticamente imperceptível, com o SUV oferecendo respostas rápidas às acelerações. A BYD informa que o principal objetivo foi aumentar a eficiência do motor a combustão, que passou de 43% para 46%, mantendo sua função primária de gerador de eletricidade para a bateria, que também pode ser recarregada em fontes externas de corrente alternada (AC) a até 6,6 kW.
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