UFRJ marca 15 anos do assassinato da juíza Patrícia Acioli com mostra em homenagem ao seu legado
Em 10 de agosto de 2026, o assassinato da juíza Patrícia Acioli completa 15 anos e será lembrado com a 2ª Mostra Patrícia Acioli. O evento é promovido pela Cátedra Patrícia Acioli, iniciativa do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e ocorrerá entre 10 e 12 de agosto, no campus da universidade, no Flamengo, Rio de Janeiro.
A programação da mostra reunirá estudantes, pesquisadores, magistrados, membros do sistema de Justiça, artistas e diversos convidados. Eles participarão de debates, apresentações e atividades culturais focadas nos temas que permearam a trajetória da juíza.
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Relembrando o assassinato que chocou o país
Patrícia Acioli, com 47 anos, foi brutalmente assassinada em agosto de 2011, atingida por 21 tiros na porta de sua casa, em Niterói, logo após deixar o Fórum de São Gonçalo. A investigação revelou que o crime foi executado por policiais militares do 7º Batalhão (São Gonçalo).
Os 11 PMs envolvidos no homicídio foram condenados e posteriormente expulsos da corporação. O caso da juíza, conhecida por sua atuação firme no combate ao crime organizado e grupos de extermínio, gerou grande repercussão nacional, sendo amplamente visto como um ataque direto à democracia e à independência do Poder Judiciário brasileiro. Seu trabalho audacioso contra redes criminosas muitas vezes levou a condenações de grande impacto, tornando-a um alvo de forças poderosas que tentavam minar a justiça.
A importância de preservar o legado da juíza Patrícia Acioli
A proposta central da mostra é tanto honrar a memória de Patrícia Acioli quanto promover discussões sobre desafios persistentes no Brasil. O coordenador do projeto, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, afirmou que a Cátedra Patrícia Acioli nasceu e continuará a existir para manter esse legado de compromisso com a vida, a justiça e a memória sempre presente.
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Debates e atividades culturais sobre direitos humanos e justiça
Durante os três dias de evento, serão abordadas questões cruciais que a juíza defendia e que ainda são relevantes para a sociedade. A programação inclui discussões sobre:
- Acesso à Justiça
- Direitos humanos
- Violência institucional
- Defesa da democracia
- Combate às violências de gênero
Miriam Krenzinger, uma das responsáveis pela Cátedra e professora da UFRJ, disse que, por meio do legado de Patrícia, a memória se transforma em uma ferramenta de justiça. Ela ressaltou que a juíza ultrapassou os limites do gabinete para se conectar com os territórios, inspirando ativistas, acadêmicos e a sociedade civil na defesa intransigente dos direitos fundamentais e no combate à violência institucional.
Exposição imersiva “Patrícia” no Colégio Brasileiro de Altos Estudos
Paralelamente aos debates, o evento contará com a exposição imersiva “Patrícia”, com curadoria de Bia Lessa. A mostra estará aberta ao público de 10 a 14 de agosto, na Sala dos Espelhos do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, oferecendo uma experiência única para os visitantes.

















