Cometa interestelar 3I/ATLAS é fotografado por sonda chinesa em órbita de Marte
A sonda Tianwen-1, da China, capturou novas imagens do cometa interestelar 3I/ATLAS enquanto ele passava próximo a Marte. As fotografias, tiradas em 3 de outubro de 2025, foram divulgadas pela Agência Espacial Nacional da China (CNSA) e revelam detalhes cruciais sobre a composição do objeto. A espaçonave chinesa, que orbita Marte há quase cinco anos, tornou-se um dos observatórios mais próximos a registrar o cometa desde sua descoberta.
Detalhes das imagens do cometa 3I/ATLAS
As imagens mostram a cauda e a coma, uma nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo do cometa. Essas características são típicas e indicam a presença de materiais voláteis. Os cientistas reforçam que essas substâncias são liberadas à medida que o cometa se aproxima do Sol e é aquecido, corroborando evidências anteriores sobre a existência de água e outros compostos no 3I/ATLAS. A análise desses dados é fundamental para entender a natureza de objetos formados fora do nosso sistema solar.
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Dificuldades técnicas para a captura da observação
A tarefa de fotografar o cometa foi extremamente desafiadora. O 3I/ATLAS tem aproximadamente 5,6 quilômetros de diâmetro, mas estava a cerca de 29 milhões de quilômetros de distância da sonda Tianwen-1. Além disso, a velocidade do cometa em relação à sonda atingia aproximadamente 86 quilômetros por segundo, exigindo uma precisão altíssima no apontamento da câmera HiRIC, que foi desenvolvida para mapear a superfície de Marte, alvos muito mais brilhantes e estáticos. A equipe da CNSA precisou realizar simulações e testes semanas antes para garantir o sucesso.
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A importância de estudar objetos que vêm de outros sistemas estelares
O cometa 3I/ATLAS é classificado como um objeto interestelar, ou seja, ele não se originou no nosso Sistema Solar, vindo de outro sistema estelar. Sua análise é crucial porque oferece aos pesquisadores pistas valiosas sobre como outros sistemas planetários se formam e quais tipos de substâncias químicas podem existir em regiões além da vizinhança do Sol. Há uma hipótese de que o 3I/ATLAS possa ser o objeto mais antigo já observado dentro do Sistema Solar, o que amplifica ainda mais a sua relevância científica.
Esforço conjunto e missões futuras na exploração espacial
Além da Tianwen-1, outras sondas também observaram o 3I/ATLAS no mesmo período. As missões europeias Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), igualmente registraram imagens do cometa. Este esforço colaborativo global sublinha a complexidade e o interesse científico no objeto. A observação do 3I/ATLAS serve como um passo importante na preparação para futuras missões espaciais dedicadas a corpos celestes menores. A missão chinesa Tianwen-2, por exemplo, planeja visitar um asteroide próximo à Terra e, posteriormente, estudar um cometa. Já a ESA está desenvolvendo a missão Comet Interceptor, com previsão de conclusão até 2029, focada em interceptar um cometa promissor.
- Características notáveis do cometa 3I/ATLAS
- Origem: Objeto interestelar, vindo de outro sistema estelar.
- Diâmetro: Aproximadamente 5,6 quilômetros.
- Composição: Contém água e outros materiais voláteis, observados na cauda e coma.
- Velocidade: Se deslocava a cerca de 58 km/s, com velocidade relativa de 86 km/s em relação à sonda Tianwen-1.
- Observação: Aparecia entre 10 mil e 100 mil vezes menos brilhante que regiões iluminadas de Marte.
- Relevância: Pode ser o objeto mais antigo já visto no Sistema Solar, fornecendo dados sobre a formação de outros sistemas.

















