Jô compartilha detalhes sobre prisões, festas de Ronaldinho e desafios com álcool após a carreira
O ex-atacante João Alves de Assis Silva, conhecido como Jô, está se adaptando a uma nova fase da vida após encerrar mais de duas décadas de carreira no futebol. Com passagens por clubes como Corinthians, Atlético-MG, Internacional, Manchester City e Seleção Brasileira, Jô, aos 39 anos, busca um novo caminho.
A transição envolve a gestão de seu patrimônio e a procura por novas fontes de renda, longe dos salários milionários que recebia. A realidade financeira do ex-jogador mudou drasticamente, e o futuro apresenta incertezas para ele.
Ex-atacante Jô fala sobre as mudanças financeiras após a aposentadoria
Jô explicou que a situação não se trata de “quebrar”, mas de uma inevitável redução do padrão de vida. Ele mencionou que, antes, ganhava cerca de R$ 300 mil e, agora, como jogador aposentado, precisa administrar seus investimentos e posses. O foco é ajustar as finanças e definir qual trajetória seguir em sua nova rotina.
A alteração em seu status financeiro é o motivo, segundo Jô, para ter sido detido cinco vezes, a última em junho de 2026, por falta de pagamento de pensão alimentícia. Ele é pai de oito filhos, de cinco relacionamentos diferentes.
O atleta afirma ter tido uma carreira de sucesso. Contudo, ao término dela, o patamar financeiro se modifica, tornando impossível manter o mesmo nível de vida. Ele citou Ronaldo Fenômeno, que afirmou que apenas 1% dos jogadores de futebol mantém um padrão financeiro elevado após a carreira.
Jô também criticou as redes sociais, descrevendo-as como “um tribunal” onde “juízes” julgam constantemente sem conhecer a verdadeira situação. Ele espera que as pessoas compreendam sua realidade, embora admita que a situação não é confortável.
Jô aborda as cinco prisões por falta de pagamento de pensão alimentícia
A carreira profissional de Jô começou cedo, com sua estreia no Corinthians aos 16 anos. Logo após sua primeira renovação de contrato, ele adquiriu um carro importado, mesmo antes de ter a própria casa. Sem habilitação, ele exibia o veículo, buscando demonstrar que o jovem de Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, havia alcançado o sucesso.
De fato, Jô conquistou importantes títulos, como dois Campeonatos Brasileiros pelo Corinthians, a Copa do Brasil e a Libertadores pelo Atlético-MG, e a Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. No entanto, sua trajetória vitoriosa foi marcada por problemas com o álcool fora dos gramados.
Jô discute os problemas com o álcool ao longo de sua trajetória
O ex-jogador descreveu a palavra “alcoólatra” como “muito forte”, caracterizando seu problema como uma falta de controle. Ele explicou que não bebia todos os dias, mas, quando o fazia, não conseguia parar. Jô ponderou que talvez profissionais de saúde classificassem isso como alcoolismo, mas, em sua percepção, não era. Atualmente, ele afirma ter controle, mas reconhece que o período foi bastante complicado.
O período mais delicado de sua carreira relacionado ao álcool, conforme Jô, ocorreu entre 2011 e 2012, durante sua passagem pelo Internacional. Naquela época, ele participou de 36 jogos e marcou apenas seis gols. Em uma ocasião, chegou a perder uma viagem da equipe por ter bebido até três horas antes da apresentação.
O ex-jogador relatou que, por não conseguir jogar, descarregava suas frustrações fora de campo, o que o prejudicava em campo. Ele mencionou um “desequilíbrio” que o levou a brigar com treinadores, presidentes e diretores, inclusive com Fernandão, que o havia acolhido no clube.
No mesmo tema: Ronaldinho e campeões mundiais levam o Brasil à Índia em evento milionário
Ficha Técnica
- Nome: João Alves de Assis Silva
- Apelido: Jô
- Idade: 39 anos (20 de março de 1987)
- Carreira: 800 jogos | 245 gols | 19 títulos
- Clubes: Corinthians, CSKA (Rússia), Manchester City, Everton, Galatasaray, Internacional, Atlético-MG, Shabab, Jiangsu Suning, Nagoya Grampus, Ceará, Al-Jabalain, Amazonas e Itabirito.
- Títulos: Copa das Confederações (2013); Recopa Sul-Americana (2011 e 2014); Libertadores (2013); Campeonato Brasileiro (2005 e 2017); Copa do Brasil (2014); Campeonato Mineiro (2013 e 2015); Campeonato Paulista (2003 e 2017); Campeonato Gaúcho (2011 e 2012); Copa da Inglaterra (2010/11); Liga da Rússia (2006); Supertaça da Rússia (2006, 2007) e Taça da Rússia (2005/06 e 2007/08).
Nos tempos de festas intensas, Jô foi um dos principais companheiros de Ronaldinho Gaúcho dentro e fora de campo. Ele se considera uma das “vítimas” da fama de “festeiro” do craque.
Jô esclareceu que as pessoas “fantasiam muito” sobre Ronaldinho, descrevendo-o como uma pessoa extremamente tranquila, que gosta de sentar, tocar pagode com amigos e conversar. Ele afirmou que não se trata das “piores festas do mundo” com “bagunça total”, como muitos imaginam, mas sim de encontros descontraídos.
Jô compartilha detalhes sobre como eram as festas de Ronaldinho Gaúcho
Antes de se estabelecer como um dos atacantes mais importantes de sua geração, Jô vivenciou um dos vestiários mais conturbados do futebol brasileiro no início dos anos 2000. O Corinthians de 2005, com Carlitos Tevez, Javier Mascherano, Roger Flores, Carlos Alberto, Fábio Costa e Nilmar, brilhava em campo, mas enfrentava constantes tensões fora dele.
Jô relatou que, ao contrário do que se prega hoje sobre união no vestiário, naquele time “ninguém era amigo”, exceto os jogadores da base. Ele lembrou de brigas quase diárias, como as de Tevez com Marquinhos, Carlos Alberto com Roger, e Carlos Alberto com Fábio Costa.
A discussão entre Carlos Alberto e Fábio Costa, da qual Jô foi testemunha, o fez pensar que a situação desandaria de vez. Eram brigas acaloradas, mas que visavam, segundo ele, a melhoria do desempenho. No entanto, a intensidade dos jogadores levava a confusões gerais, com objetos sendo usados em meio às discussões. Mesmo com o vestiário conturbado, o rendimento em campo era “surreal”.
O vestiário explosivo do Corinthians em 2005 é detalhado por Jô
Em uma entrevista de mais de uma hora, Jô abriu o coração sobre sua vida pessoal, os obstáculos de sua trajetória e a busca por uma nova ocupação no futebol após se aposentar como jogador.
Ele afirmou não ter mais dúvidas sobre a aposentadoria, que ocorreu há quase dois anos com o Itabirito-MG sendo seu último clube. Ele não conseguiu planejar uma despedida grandiosa, apenas fez um comunicado nas redes sociais.
Jô explicou que o “estalo” para parar veio da percepção de que o futebol atual exige um preparo físico muito elevado e uma entrega constante. Como atacante, ele sentiu que não conseguia mais corresponder às demandas de mobilidade, velocidade e marcação intensa.
A decisão não foi fácil, pois ele estava acostumado à rotina do futebol desde os sete anos de idade. Consultou familiares e outras pessoas para aceitar que era o momento de parar.
Jô expressa saudade de toda a rotina de atleta, incluindo as viagens e os momentos no hotel e no trajeto para os jogos. Ele reconhece que, com o tempo, a adaptação a uma nova rotina é inevitável.
Sobre o pós-carreira, Jô afirmou que deseja permanecer no futebol, área em que passou muitos anos. Ele não descarta outras possibilidades, mas se vê atuando dentro do esporte.
Fazendo um balanço de seus mais de 20 anos de carreira, Jô se considera realizado. Disputou Olimpíadas, Copa do Mundo, jogou na Europa, Ásia e Brasil, conquistando títulos importantes e sendo artilheiro. Ele admitiu arrependimentos em alguns aspectos de sua trajetória, mas avalia sua entrega como profissional de forma positiva.
Ele considerou que sua carreira superou as expectativas do garoto que estreou no profissional do Corinthians aos 16 anos. Seu pai, também ex-jogador, o orientava a ter uma boa carreira no Brasil, jogar na Europa e chegar à Seleção, objetivos que ele alcançou precocemente.
Subir para o profissional do Corinthians aos 16 anos foi desafiador, pois ele estava no primeiro ano do juvenil e ainda soltava pipa. A adaptação foi complicada, mas contou com o apoio da família e a presença de outros jovens talentos, como Rosinei, Abuda e Betão, que faziam parte de uma reconstrução da equipe.
Jô confirmou que concluiu os estudos, precisando fazer um supletivo devido às viagens e concentrações. Ele reconheceu a importância da educação para sua vida e carreira, especialmente para quem sonhava em jogar na Europa.
Com seu primeiro salário significativo, Jô fez o que muitos jogadores fazem: comprou um carro importado antes da casa própria. Sem avisar o pai, ele adquiriu um Audi, realizando um sonho de adolescente. Posteriormente, já na Europa, comprou casas para seus pais e irmãs.
O ex-jogador confessou que, na época, não tinha habilitação e dirigia seu carro ilegalmente. Ele lembra que o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, chegou a mandar que devolvesse o veículo.
Jogar no Corinthians de 2005 foi como estar em um “furacão”, segundo Jô, devido à administração da MSI, de Kia Joorabchian. A transição foi difícil para os conselheiros e para o técnico Tite, mas a chegada de jogadores como Carlitos Tevez e Javier Mascherano fortaleceu a equipe, culminando no título brasileiro.
As brigas no vestiário eram constantes. Jô reiterou que, com exceção dos jovens da base, ninguém era amigo. Ele lembrou de confrontos entre Tevez e Marquinhos, e Carlos Alberto com Roger e Fábio Costa.
Jô detalhou a briga entre Carlos Alberto e Fábio Costa, que presenciou, descrevendo-a como uma grande confusão com objetos sendo usados. No entanto, em campo, a união se manifestava, e todos corriam um pelo outro, resultando em um desempenho “surreal”.
Jô comenta o pedido do Internacional para dividir o título brasileiro de 2005 com o Corinthians
Sobre o episódio da briga entre Marquinhos e Tevez, Jô afirmou que ambos estavam errados, pois atletas profissionais não deveriam brigar. Ele descreveu Tevez como um jogador tranquilo, mas que perdeu a cabeça naquele momento, em um vestiário onde as confusões eram frequentes.
Mais sobre o assunto: Atlético-MG anuncia contratação do volante Fred, Ex-Fenerbahçe
Em relação ao pedido do Internacional para dividir o título brasileiro de 2005 com o Corinthians, Jô disse não saber se a “Máfia do Apito” influenciou, mas considerou que a divisão não seria justa, pois o Corinthians fez um excelente campeonato.
Sua passagem pelo CSKA da Rússia, Jô atribui 70% de seu sucesso ao amigo Vagner Love, que o acolheu em sua casa. A experiência na Rússia, com temperaturas muito baixas, foi o início de sua trajetória vitoriosa na Europa.
A mudança para o Manchester City, aos 21 anos, foi um “susto” para Jô, que percebeu estar no “futebol de verdade”. A negociação durou sete meses. Ele descreveu a estrutura do clube e do país como impactantes, fazendo-o sentir que estava realizando seus sonhos.
Jô encara com naturalidade o fato de sua contratação pelo City ter sido apontada como uma das piores da história do clube. Ele explicou que o investimento foi alto, mas as coisas não funcionaram na época, resultando em seu empréstimo ao Everton.
Em 2010 e 2011, Jô retornou ao City e foi campeão da FA Cup, sendo aproveitado pelo técnico Roberto Mancini. Ele vê essa experiência como parte do futebol, onde há tentativas que dão certo e outras que não.
Jô descreveu Carlitos Tevez como um argentino “atípico”, tranquilo, de poucas palavras, mas que sempre defendia a equipe. Ele o considerou um ser humano incrível.
O retorno ao Internacional marcou um período difícil, segundo Jô. Ele chegou para substituir Leandro Damião, que acabou não sendo vendido e teve seu melhor ano na carreira. Jô enfrentou dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro e teve problemas fora de campo.
A lição que Jô tirou desse período é a importância de manter a postura independentemente da dificuldade. Ele admitiu ter se irritado por ficar no banco, o que o levou a cometer atos fora de campo que complicaram sua situação.
Jô explicou que perdeu o equilíbrio emocional, quebrou princípios que aprendeu com os pais e descarregou suas frustrações por não jogar fora de campo, o que o prejudicou em campo.
Sobre o problema com bebida no Inter, ele disse que começou a sair da rotina, fazendo coisas em momentos inadequados. Ele ressaltou a importância do profissionalismo e da disciplina para atletas de alto nível, algo que talvez não fosse tão evidente no passado, mas que hoje é fundamental devido à exposição nas redes sociais.
Jô esclareceu que não bebia todos os dias, mas em “momentos inadequados”, como antes de uma viagem. Ele lembrou de uma ocasião em que bebeu até as 4h da manhã antes de uma viagem às 7h, o que resultou em sua ausência.
Ele ressaltou que, embora seja natural para qualquer pessoa ter momentos de lazer, atletas precisam cuidar do corpo, que é sua ferramenta de trabalho. A falta de compreensão disso o prejudicou bastante naquela época, tornando sua passagem pelo Inter “terrível”.
No Atlético-MG, onde conquistou importantes títulos, Jô afirmou que os excessos foram “bem menos”. Ele relembrou que o ex-presidente Alexandre Kalil o alertou na chegada, ameaçando fazer de sua carreira um “inferno” se ele aprontasse.
Jô contou que o ambiente no Atlético-MG era mais tranquilo, com Ronaldinho Gaúcho sendo um parceiro que participava de confraternizações após os jogos, mas de forma descontraída. Ele percebeu que, quando os resultados aparecem, os excessos são “maquiados”, e no Atlético-MG ele retomou o foco.
“Gol da água”: Jô relembra lance histórico de Ronaldinho Gaúcho em Rogério Ceni
Jô descreveu as festas de Ronaldinho Gaúcho como muito fantasiosas para o público. Ele afirmou que Ronaldinho é tranquilo, gosta de pagode e de estar com os amigos, sem a bagunça que muitos imaginam. Embora tenha passado dois ou três dias na casa de Ronaldinho, Jô enfatizou que era por vontade própria, pelo bom ambiente.
Ele considerou Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love como os melhores parceiros que teve no futebol. Ele e Ronaldinho tinham uma grande parceria dentro e fora de campo, com o craque pedindo apenas que Jô se movimentasse para receber a bola.
Jô relatou que, em 2012, o Atlético-MG estava remontando a equipe, e a chegada de jogadores como ele, Ronaldinho, Luan e Vítor no gol trouxe confiança. Eles tiveram um ótimo desempenho no Brasileiro de 2012 e entraram em 2013 com muita confiança, conquistando diversos títulos sob o comando de Cuca.
Sobre o famoso “gol da água”, em que Ronaldinho Gaúcho deu um passe de lateral para ele em uma partida contra o São Paulo, Jô revelou que não foi uma jogada ensaiada. Ele descreveu Ronaldinho como um gênio que “mapeava” o jogo e tinha ideias inovadoras.
Para Jô, é impossível escolher entre Corinthians e Atlético-MG qual time o fez mais feliz. Ele reconhece que no Atlético-MG teve a passagem mais vitoriosa em termos de títulos importantes. No entanto, o Corinthians, sendo seu clube de origem, tem um carinho especial.
Seu retorno ao Corinthians em 2017, após quase dois anos sem beber e convertido, foi um recomeço. Ele estava focado fora de campo, apesar de o time ser visto como a “quarta força”. O ano de 2017 foi um dos melhores de sua carreira, atingindo um alto nível de maturidade e sendo líder, artilheiro e melhor jogador do Campeonato Brasileiro.
Saiba mais: Camisa de Yuri Alberto é furtada do Memorial do Corinthians; veja o vídeo
Jô relembra polêmica de chuteira verde no Corinthians
Jô esclareceu a polêmica da chuteira verde no Corinthians, afirmando que o calçado era azul-turquesa, e a imagem, em um jogo contra o Bahia, refletiu de forma a parecer verde. Ele lamentou a reação da torcida, mas disse que não queria ter saído do clube daquela forma, por ter sido projetado por ele.
Ele detalhou o episódio em que foi filmado em um pagode enquanto o Corinthians jogava, estando lesionado. Jô havia feito fisioterapia e estava com uma fissura na canela. Ele estava em um aniversário de amigo e, ao chegar em casa, o vídeo já estava circulando.
O ex-jogador ligou para o então diretor Duilio Monteiro Alves para uma reunião, sentindo que estava atrapalhando o Corinthians. Ele abriu mão de seu contrato para sair do clube, afirmando que não queria prejudicar a instituição que tanto lhe deu.
Vídeo em pagode durante derrota do Corinthians levou à saída de Jô do clube
Jô expressou mágoa por alguns torcedores e parte da diretoria do Corinthians na época, mas afirmou que já superou. Ele mantém seu carinho pelo clube.
A participação no 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014 também foi uma mágoa para Jô, que sonhava em disputar um Mundial, mas não queria ser marcado por uma derrota tão expressiva.
No banco de reservas durante o 7 a 1, Jô, Daniel Alves, Hernanes e Paulinho estavam estáticos, sem saber o que fazer. Ele descreveu a cena como um “filme de terror”, com o técnico Luiz Felipe Scolari e os jogadores em campo sem conseguir reagir.
Após o jogo, Jô e o lateral Maicon foram para o doping, não presenciando o vestiário. No ônibus de volta para a Granja Comary, o silêncio era total, com jogadores abatidos e alguns com lágrimas nos olhos, refletindo a tristeza e frustração gigantescas pela goleada em casa.
Jô acredita que o título da Copa das Confederações de 2013, vencido por 3 a 0 contra a Espanha, colocou o Brasil em um patamar de excesso de confiança para a Copa do Mundo de 2014. Acreditavam que passariam pela Alemanha com tranquilidade, sem considerar que os adversários jogavam juntos há muitos anos.
O ex-jogador descreveu o choque de realidade ao parar de jogar e perder a entrada constante de dinheiro. Ele exemplificou a necessidade de administrar os gastos e a dificuldade que muitos ex-atletas têm em aceitar essa mudança, podendo levar a depressão. Jô afirmou ser “um outro Jô” agora, com outra vida e rendimento.
Seu pai temia que ele se tornasse um “novo Adriano”, mas Jô explicou que essa imagem é criada pelas pessoas, pois Adriano é bem-sucedido e administrado. O temor do pai era que Jô não cuidasse de sua imagem, como o Adriano “folclórico” que gosta de ficar em bares com amigos na favela.
Jô busca transmitir aos filhos os princípios que aprendeu com o pai, ensinando-os a entender a vida. Ele pretende usar seu próprio testemunho, tanto dos acertos quanto dos erros, como lição para eles.
Com planos de viver mais 40 anos, Jô está organizando sua vida pós-carreira. Ele quer voltar a trabalhar no futebol, compartilhando seus conhecimentos e buscando uma vida tranquila. Ele almeja reencontrar um caminho no esporte, mas agora fora dos gramados.

















