Leonardo Jardim, do Flamengo, detalha grupo de ’15 ou 16 titulares’ para os desafios
O técnico Leonardo Jardim causou surpresa ao definir a escalação do Flamengo para o confronto contra o Cruzeiro, válido pelas oitavas de final da Libertadores, optando por deixar Pedro e Lucas Paquetá no banco de reservas. O treinador português, conhecido por sua estratégia de utilizar um “time das copas” nos torneios continentais e promover rodízios no Campeonato Brasileiro, explicou sua decisão na coletiva de imprensa em 14 de agosto de 2026. A abordagem de Jardim reflete uma tendência no futebol moderno, onde o calendário apertado e as múltiplas competições exigem que os clubes mantenham um elenco com mais jogadores em alto nível, gerenciando o desgaste físico para garantir performance consistente ao longo da temporada.
Ele ressaltou que a definição dos nomes para cada partida é flexível. “Nós sabemos que tanto o Paquetá quanto o Pedro são jogadores titulares. Mas a gente tem 15 ou 16 jogadores que são titulares. Depois, isso vai depender do momento, da escolha, da análise que eu fizer do adversário e daquilo que eu quero para começar o jogo. Com certeza, se esses começarem, os outros vão entrar. Se esses não entrarem, os outros vão começar”, declarou o técnico.

Jardim comenta a escolha de manter Pedro e Paquetá no banco do Flamengo
A fala de Jardim levanta a questão sobre quais seriam esses “15 ou 16” atletas de confiança no elenco rubro-negro. Uma análise inicial aponta para um grupo de sete nomes que são considerados pilares do time.
Rossi, por exemplo, mantém-se firme na meta flamenguista. Apesar da chegada de Andrew para disputar a posição, a titularidade do goleiro argentino nunca foi ameaçada, mesmo em momentos de falhas pontuais.
Na defesa, a dupla formada por Léo Pereira e Léo Ortiz é vista como inquestionável. Embora Ortiz tenha enfrentado questionamentos no início da temporada, e outros nomes como Danilo e Vitão tenham chegado com grande expectativa, o entrosamento e a preferência de Jardim consolidaram a parceria.
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No meio-campo, Pulgar reassumiu sua posição de destaque. O chileno teve um período afastado devido a lesões, o que o fez jogar menos que Evertton Araújo. Contudo, desde seu retorno, demonstrou ser peça fundamental, diminuindo o espaço do jovem concorrente.
Jorginho, mesmo sem estar em seu melhor desempenho neste segundo semestre, é crucial taticamente. Sua habilidade de orientar os colegas em campo o torna uma espécie de “técnico” dentro das quatro linhas, além de ser o cobrador oficial de pênaltis da equipe.
Arrascaeta, o talentoso uruguaio, permanece intocável. Após uma temporada de 2025 brilhante, ele tem lutado contra problemas físicos em 2026, o que o impede de atingir seu ápice. Ainda assim, sua presença é quase uma garantia de vitória para o Flamengo.
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Samuel Lino é outro jogador que evoluiu consideravelmente sob o comando de Jardim. O atacante ampliou seu repertório ofensivo ao atuar mais centralizado, por vezes como armador, acumulando 17 participações em gols nesta temporada, sendo sete gols e 10 assistências.
Além dos sete citados, outros nove jogadores também se revezam no status de titular, dependendo se o time está focado na Libertadores ou no Campeonato Brasileiro. Na lateral direita, Varela era o titular, mas Emerson Royal ganhou espaço e a produção aumentou sob Jardim, gerando um rodízio no setor.
Na lateral esquerda, Alex Sandro era cotado para a titularidade absoluta, mas seus problemas físicos recorrentes abriram caminho para Ayrton Lucas, que tem apresentado boas atuações.
A discussão sobre a titularidade de Lucas Paquetá no time rubro-negro
Lucas Paquetá, apesar de atualmente não iniciar todas as partidas, em parte por estar se recuperando de lesão, carrega o status de titular por ser a contratação mais cara da história do Flamengo, custando R$ 260 milhões. A dúvida reside em sua função específica: volante, meia ou ponta.
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No ataque pela ponta direita, Plata surge como principal nome e teve um desempenho excelente antes da Copa do Mundo. No entanto, Carrascal vem conquistando pontos com o técnico Jardim, entrando bem nos jogos e sendo uma alternativa tanto para a ponta quanto para substituir Arrascaeta no meio.
Para o comando de ataque, Pedro é o artilheiro da equipe com 22 gols na temporada e o titular. Ele tem a sombra de Bruno Henrique, que pode atuar como falso 9 ou pela ponta esquerda.
Luiz Araújo também se destaca como um jogador frequentemente utilizado. Em 2025, ele foi o 12º jogador mais acionado sob o comando de Filipe Luís. Com Jardim, o atacante esteve em campo em 23 dos 31 jogos, mas ficou de fora das últimas cinco partidas devido a uma lesão.
O Flamengo, vice-líder do Campeonato Brasileiro, tem a expectativa de utilizar o “time do Brasileiro” em sua próxima partida. O confronto será em 17 de agosto, contra o Mirassol, às 18h30 (de Brasília), no Maião, pela 23ª rodada da Série A, onde a equipe de Jardim buscará diminuir a distância de seis pontos para o líder Palmeiras.

















