PEC da Segurança e escala 6×1 avançam no Senado após reaproximação de Alcolumbre e Lula
Após uma série de encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou em 14 de julho o encaminhamento para análise nas comissões das três principais propostas prioritárias do governo federal. Entre elas estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa pôr fim à escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga), a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei sobre o marco legal de minerais críticos e terras raras.
O envio de uma PEC ou um projeto de lei para as comissões representa o início formal de sua análise no Senado, uma etapa essencial do processo legislativo que precede qualquer votação.
Em uma declaração oficial, Alcolumbre detalhou ter tido “uma importante conversa institucional com o presidente Lula” em 12 de julho.
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O senador descreveu o encontro como “um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do Governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país”.
Ele enfatizou ainda que, “na função de presidente do Congresso Nacional”, possui a responsabilidade de garantir que todas as propostas levadas ao Parlamento sigam os trâmites adequados. Isso assegura o respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senador e senadora.
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Alcolumbre concluiu que “são matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários”.
Os temas em questão estavam pendentes por um período devido a um desentendimento político entre Alcolumbre e Lula. A ruptura ocorreu após a rejeição, articulada pelo presidente do Senado, da indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, o diálogo entre os dois líderes foi retomado nas últimas semanas, resultando em três reuniões apenas neste mês.
As PECs foram designadas para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde iniciarão sua tramitação antes de serem submetidas à votação no plenário da Casa.
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Até o momento, o sistema do Senado não informa o destino do projeto referente aos minerais críticos. Outra iniciativa com teor semelhante já passou pelas comissões de Assuntos Econômicos e de Infraestrutura.
Além das propostas ligadas à segurança pública, o governo demonstra interesse em avançar com a medida provisória que revogou a chamada “taxa das blusinhas”, bem como outras iniciativas relacionadas à exploração de minerais críticos e terras raras.
Cenário político indica votação das propostas após as eleições
Embora o despacho de Alcolumbre sinalize uma abertura ao governo e a Lula às vésperas do início da campanha eleitoral, a percepção predominante no Senado é que a análise e votação desses assuntos provavelmente serão adiadas para depois do período eleitoral. O Congresso terá apenas mais uma semana de trabalho concentrado no início de setembro.
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Fatores por trás da reaproximação e o apoio eleitoral
O afastamento entre Lula e Alcolumbre, segundo aliados de ambos, foi motivado por divergências ao longo do primeiro semestre. Os pontos de atrito se acentuaram após a indicação de Jorge Messias ao STF e a subsequente rejeição do nome, liderada por Alcolumbre.
Entretanto, nos últimos dias, ambos emitiram sinais públicos de uma retomada do diálogo. Esse movimento é visto por membros do governo como fundamental para garantir a aprovação de projetos considerados estratégicos para o Planalto na fase final do mandato.
Após a recente reunião entre os presidentes Lula e Alcolumbre, o ministro das Relações Institucionais confirmou que, independentemente do andamento das propostas no Senado Federal, Alcolumbre oferecerá seu apoio à chapa petista nas eleições de 2026.
















