Agiota é detido no Rio por converter dívida de R$ 30 mil em R$ 1 milhão e alegar ‘aplicações’Por Luís Henrique Costa
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Marcelo Costa de Souza, apontado como agiota, foi detido por policiais civis da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) em 19 de agosto de 2026, no Cachambi, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. As apurações indicaram que o homem concedia empréstimos com juros excessivos e, adicionalmente, intimidava as pessoas para garantir o pagamento das dívidas.
Uma das ocorrências apuradas revelou que um indivíduo recebeu cerca de R$ 30 mil do agiota. Em um período de apenas 12 meses, esse montante foi reajustado exponencialmente, atingindo a marca de mais de R$ 1 milhão, sob a justificativa de aplicação de juros. Este tipo de valorização abusiva, que transforma pequenas dívidas em fortunas inatingíveis, é uma prática de usura que desestrutura financeiramente suas vítimas.
As investigações também revelaram que o suspeito confiscava bens das vítimas para quitar os valores supostamente devidos. Ao ser levado à delegacia, ele admitiu em depoimento que fazia empréstimos com a cobrança de juros.
O homem preso declarou que mantinha “aplicações” com várias pessoas, conforme suas próprias palavras. Contudo, ele negou ter empregado qualquer tipo de agressão ou intimidação contra os indivíduos endividados.
De acordo com os policiais, o acusado tem um histórico criminal extenso, incluindo registros por tráfico de drogas, ameaça, extorsão e lesão corporal. Anteriormente, ele também havia sido alvo de uma acusação de estupro feita por seu próprio filho.
A 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) continua com as investigações para elucidar todos os detalhes do caso e localizar outras possíveis vítimas que possam ter sido submetidas ao esquema de cobrança do agiota.







