INSS bloqueia pagamento de aposentada no Rio por erro de cartório do Paraná

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Aposentada Lady Dornelles do Nascimento - Reprodução/TV Globo Foto: Aposentada Lady Dornelles do Nascimento - Reprodução/TV Globo

O benefício de uma aposentada de 77 anos, residente em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi suspenso por cinco meses depois que um cartório do Paraná a declarou morta indevidamente, conforme revelado em 17 de agosto de 2026.

Lady Dornelles do Nascimento, nome da beneficiária, relatou que o problema teve início em abril de 2026, quando seu pagamento foi interrompido, e que desde então empreendeu esforços para comprovar sua existência e reaver a aposentadoria.

Ao buscar esclarecimentos através do número 135, a beneficiária foi notificada de que seu registro indicava o falecimento no sistema. “Fui receber e não tinha pagamento. Liguei para o 135, e a moça me informou que eu estava em óbito. Aí comecei a correria”, compartilhou.

Na tentativa de resolver a situação, Lady buscou apoio em diversas instituições, incluindo a Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral e uma unidade do INSS em Nova Iguaçu. Chegou a emitir um novo documento de identidade para confirmar que estava viva, mas o status do benefício no aplicativo Meu INSS permaneceu como suspenso.

A interrupção da aposentadoria gerou um cenário de grandes dificuldades financeiras para Lady. “Se não fosse uma vizinha minha me ajudar, eu estaria passando fome. Tem dias que eu não tenho dinheiro para comprar um pão”, lamentou.

A situação a levou a buscar alternativas para subsistência, como a coleta de latinhas. “Está difícil para mim, porque sou aposentada e vivo só”, complementou.

Esclarecimentos do INSS sobre o caso da aposentada

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) comunicou que o benefício de Lady Dornelles do Nascimento foi reativado. A previsão é que o valor, incluindo juros e correção monetária, esteja disponível para saque em até 20 dias.

Conforme o INSS, a causa do problema foi o registro de óbito que foi erroneamente associado aos dados da aposentada. O órgão especificou que o documento responsável pela falha foi emitido por um cartório localizado no Paraná, ressaltando a complexidade do fluxo de dados entre diferentes estados em um sistema unificado.

O INSS utiliza o Sistema Nacional de Registro Civil para fazer o cruzamento de dados, buscando evitar que pagamentos indevidos sejam realizados após a morte de beneficiários. Como este sistema possui abrangência federal, a checagem das informações ocorre independentemente do estado de origem do registro de óbito ou do local onde o benefício é mantido, o que torna erros pontuais em um estado capazes de afetar beneficiários em qualquer outra localidade.

A reportagem do Mix Vale questionou o instituto a respeito da demora para restabelecer o benefício e sobre as ações que podem ser tomadas para prevenir ocorrências similares, mas não houve retorno até o momento da publicação desta matéria.

INSS - Divulgação/Gov.br
INSS – Divulgação/Gov.br

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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