Receita Federal disponibiliza consulta ao quarto lote do Imposto de Renda 2026Por Luís Henrique Costa
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A Receita Federal abriu em 24 de agosto a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. A partir das 9h, os contribuintes puderam verificar se estão entre os beneficiados, incluindo aqueles com restituições de exercícios fiscais anteriores.
No total, 521.935 declarações foram contempladas, resultando em pagamentos que alcançam a quantia de R$ 1.238.013.251,34. Os valores serão depositados nas contas bancárias dos contribuintes em 31 de agosto.
Quem será contemplado neste lote de restituição
Este lote de restituição distribui os valores entre diversas categorias de contribuintes, priorizando alguns grupos específicos:
- Idosos com mais de 80 anos: 16.850 contribuintes;
- Idosos entre 60 e 79 anos: 86.873 beneficiários;
- Pessoas com deficiência ou doenças graves: 9.029 declarações;
- Profissionais do magistério: 26.769 contribuintes;
- Aqueles que optaram pela declaração pré-preenchida ou recebimento via Pix: 338.912 cidadãos;
- Demais contribuintes sem prioridade legal: 43.502 pessoas.
Entenda o cronograma de pagamentos do Imposto de Renda 2026
Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 são realizados em quatro etapas, conforme calendário definido pela Receita Federal:
- 1º lote: 29 de maio
- 2º lote: 30 de junho
- 3º lote: 31 de julho
- 4º lote: 31 de agosto
Como verificar a sua restituição
Os contribuintes podem conferir a situação da restituição acessando a página oficial da Receita Federal na internet. É preciso selecionar a seção ‘Meu Imposto de Renda’ e, posteriormente, clicar em ‘Consultar a Restituição’.
O site também disponibiliza informações detalhadas e outras formas de acesso ao serviço, como a consulta completa via extrato de processamento disponível no e-CAC. Além disso, a Receita Federal oferece um aplicativo para dispositivos móveis, como tablets e smartphones, onde é possível verificar as liberações das restituições do IRPF e a situação cadastral do CPF.
A Receita Federal informou, em comunicado oficial, que os pagamentos de restituições serão realizados exclusivamente em contas bancárias que estejam em nome do próprio contribuinte.
As medidas de segurança da Receita podem bloquear o pagamento caso haja algum erro nos dados bancários fornecidos ou alguma falha na conta de destino.
Para evitar prejuízos, a Receita disponibiliza um serviço de reagendamento de crédito via Banco do Brasil, com validade de até um ano a partir da tentativa inicial. Dessa forma, o contribuinte pode atualizar os dados bancários para uma conta de sua titularidade e solicitar um novo depósito.
Para reagendar o crédito, o cidadão pode acessar o Portal BB ou entrar em contato com a Central de Relacionamento do Banco do Brasil pelos seguintes telefones:
- 4004-0001 (para capitais)
- 0800-729-0001 (para outras regiões)
- 0800-729-0088 (serviço exclusivo para pessoas com deficiência auditiva)
Ao acionar este serviço, é necessário fornecer o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Posteriormente, basta aguardar uma nova tentativa de crédito. Se o valor não for resgatado dentro do prazo estabelecido, será preciso fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.
Como funciona a malha fina
Ao verificar a restituição, o contribuinte consegue identificar se há pendências na declaração que possam impedir o pagamento, indicando que ela está na chamada ‘malha fina’. Para conferir o status da declaração do Imposto de Renda, o acesso deve ser feito pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal, online.
O acesso ao e-CAC exige o uso da conta gov.br, nos níveis de segurança prata ou ouro.
Para consultar a situação da declaração, siga os passos:
- O cidadão deve procurar por ‘declarações e demonstrativos’ dentro do serviço.
- Depois, deve buscar ‘Meu Imposto de Renda’ e consultar a declaração de 2026.
O Fisco informará o status da declaração:
- Se a declaração foi processada (situação regular);
- Se existem pendências (malha fina).
A presença de pendências significa que a declaração foi retida na malha fina do Leão devido a divergências entre as informações declaradas e os dados que o Fisco possui sobre o contribuinte.
Essa inconsistência pode surgir de erros na informação prestada pelo próprio contribuinte, pela empresa empregadora (fonte pagadora) ou por terceiros, como prestadores de serviços.
No Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal detalhará a divergência encontrada na declaração retida e as instruções para resolver a questão.
Se o erro foi causado por dados incorretos fornecidos pelo próprio contribuinte, é preciso enviar uma declaração retificadora para corrigir as informações. Após essa ação, a declaração será liberada da malha fina.
Se a falha for da fonte pagadora ou de um prestador de serviços, cujas informações foram incluídas na declaração, o contribuinte deve aguardar a retificação dos dados por parte dessas entidades.







