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A Mercedes, que iniciou o campeonato de Fórmula 1 de 2026 como uma das favoritas e conquistou as seis primeiras provas, viu sua liderança diminuir. Segundo Toto Wolff, chefe da equipe alemã, essa queda de performance está diretamente ligada à ausência de novas atualizações no veículo.

A escuderia alemã venceu apenas duas das últimas seis corridas. Neste período, equipes como Ferrari e McLaren, que investiram significativamente em melhorias para seus carros, intensificaram a disputa. Após a vitória de Lando Norris no GP da Holanda, realizado em 23 de agosto de 2026, Wolff declarou que a Mercedes não consegue acompanhar o ritmo de investimento dos concorrentes neste momento.

— Não temos recursos para desenvolver o carro. Já mencionei que estamos buscando equilibrar os gastos ao longo da temporada, baseados em nossos cálculos para determinar o momento ideal das maiores atualizações e otimizar a pontuação no campeonato. Contudo, simplesmente não podemos fazer o que não é possível — afirmou Wolff.

Mercedes F1
Mercedes F1 – Instagram

Compreenda as regras do teto de gastos na Fórmula 1

Na Fórmula 1, um teto de gastos é imposto pela categoria, fixado em 215 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 1,1 bilhão, conforme a cotação atual. O objetivo da F1 ao instituir esse limite é promover um campeonato mais competitivo e garantir a sustentabilidade das equipes a longo prazo.

Esse teto abrange todos os investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos carros, incluindo a fabricação de novas peças aerodinâmicas. Os salários dos funcionários também são considerados, com a ressalva de que os três mais bem pagos e os pilotos ficam fora dessa contabilidade.

Estratégias de investimento em atualizações dividem equipes

Diante desse cenário, as equipes precisam planejar cuidadosamente quando introduzirão atualizações em seus carros. A Mercedes, juntamente com a Williams, está entre as equipes que menos trouxeram modificações para as corridas nesta temporada, enquanto Ferrari e McLaren se destacam por um maior número de mudanças.

A equipe britânica McLaren, por exemplo, implementou grandes modificações no MCL40 tanto em Budapeste, na última corrida antes do recesso, quanto em Zandvoort. Essa sequência de melhorias resultou em duas vitórias consecutivas para a McLaren, ambas com Lando Norris ao volante.

Com a disparidade no ritmo de atualizações entre os principais times, Wolff admitiu que a disputa na parte de cima da tabela se tornou mais desafiadora do que no início do ano.

— Por isso é uma corrida de desenvolvimento. Se você traz uma atualização, cada uma das equipes de ponta ganha pelo menos alguns décimos, e é isso que você perde. Então, sim, a jornada tem sido um pouco mais difícil do que no começo do ano — acrescentou o chefe da Mercedes.

Em julho, o gestor da Mercedes chegou a ironizar o volume de atualizações da Ferrari, sugerindo que a escuderia “ficaria sem dinheiro logo”. Em Zandvoort, Toto Wolff fez novas críticas aos adversários, insinuando que a equipe alemã ainda possui margem para investir na parte final do campeonato, com uma grande atualização já em planejamento, embora sem data definida.

— Bem, você verá perto do final da temporada se eles vão conseguir instalar tanta coisa no carro quanto fazem agora. Alguém pode ter uma estratégia diferente, gastando mais no começo e no meio do ano do que no final — disse o austríaco.

Kimi Antonelli questiona velocidade da Mercedes atualmente

As recentes mudanças na hierarquia das equipes também alteraram a percepção de Kimi Antonelli, atual líder do campeonato, sobre o desempenho da Mercedes. Apesar de as Flechas de Prata ainda estarem na frente nas disputas de pilotos e construtores, o italiano avalia que a equipe alemã não possui o carro mais rápido da Fórmula 1 neste momento.

— Claramente, nós não somos mais o carro mais rápido do grid. Somos o segundo ou terceiro, provavelmente, pelo menos na corrida de hoje. E a McLaren deu um grande passo, especialmente depois da Hungria, após o grande pacote de atualizações que eles trouxeram. Mas estou confiante, a equipe está trabalhando muito duro nesse pacote que está vindo e quer se assegurar de que vai dar certo quando for introduzido — analisou Antonelli.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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