Polícia Federal mobiliza efetivo para o segundo turno no país

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Policia Federal atua no combate a crimes eleitorais no segundo turno Foto: Policia Federal atua no combate a crimes eleitorais no segundo turno

A apuração de crimes eleitorais conduzida pela Polícia Federal resultou na abertura de 1.538 inquéritos policiais ao longo de 2026, segundo balanço divulgado em Brasília nesta quarta-feira (21). O órgão manterá equipes mobilizadas em todo o país no próximo domingo (25), data do segundo turno das Eleições Gerais de 2026, após acumular R$ 51,6 milhões em bens apreendidos no ano.

Do valor total bloqueado em ações contra ilícitos eleitorais até as 8h de 21 de outubro de 2026, cerca de R$ 31,6 milhões correspondem a dinheiro em espécie. No mesmo período, a corporação deflagrou 89 operações policiais e mantinha 2.429 inquéritos em andamento, números dinâmicos que sofrem alterações conforme o avanço das investigações e atualizações dos sistemas.

Policia Federal atua no combate a crimes eleitorais no segundo turno
Foto: Policia Federal atua no combate a crimes eleitorais no segundo turno

Polícia Federal investiga 102 casos de violência política de gênero e raça

Entre as apurações em curso na Polícia Federal estão 102 inquéritos sobre violência política de gênero e raça, dos quais 85 foram instaurados em 2026. O crime está previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral, incluído pela Lei nº 14.192, de 4 de agosto de 2021, que pune o ato de assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata ou detentora de mandato com discriminação à condição de mulher, cor, raça ou etnia. A pena varia de 1 a 4 anos de reclusão e multa, com aumento de um terço, chegando a 5 anos e 4 meses, quando a vítima é gestante, maior de 60 anos ou pessoa com deficiência.

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No domingo do segundo turno, o trabalho ocorrerá em articulação com a Justiça Eleitoral e outros órgãos de segurança pública. Pela Resolução nº 23.396 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal exerce a função de polícia judiciária em matéria eleitoral com prioridade sobre suas atribuições regulares, enquanto as polícias estaduais atuam de forma supletiva nos municípios onde a instituição federal não possui unidades.

Avanço das operações da Polícia Federal nas Eleições Gerais de 2026

Os dados operacionais mostram o crescimento das apurações e das retenções financeiras antes e depois do primeiro turno do pleito.

Acompanhe: Consulta ao título de eleitor no sistema do TSE diferencia inscrição ativa de débitos financeiros

  • 1º de outubro de 2026 — A Polícia Federal contabilizava 1.224 inquéritos instaurados no ano, 94 investigações em andamento por violência política contra a mulher (77 abertas em 2026) e mais de R$ 33 milhões em bens apreendidos, sendo R$ 21 milhões em espécie.
  • 4 de outubro de 2026 — Durante o domingo do primeiro turno, a corporação instaurou 49 inquéritos, lavrou 100 termos circunstanciados de ocorrência, conduziu 204 pessoas em 23 estados e no Distrito Federal e apreendeu R$ 2.852.313,60 (R$ 520.497,50 em espécie), principalmente por compra de votos e propaganda irregular, encerrando o dia com acumulado anual de 1.337 inquéritos e mais de R$ 47,5 milhões apreendidos.
  • 21 de outubro de 2026 — O balanço atualizado até as 8h registrou 1.538 inquéritos instaurados em 2026, 2.429 procedimentos em andamento, 89 operações deflagradas e R$ 51,6 milhões em apreensões totais.
  • 25 de outubro de 2026 — Efetivos da Polícia Federal permanecem mobilizados em todo o território nacional para atender ocorrências durante a votação do segundo turno.

Registro de denúncias no Comunica PF e análise de inteligência artificial

A cobertura policial abrange áreas de inteligência, perícia criminal e repressão a delitos cibernéticos. Em casos de conteúdos produzidos ou manipulados com inteligência artificial, como áudios, vídeos e imagens, a Polícia Federal avalia as circunstâncias específicas de cada ocorrência, uma vez que o uso da tecnologia ou a simples circulação do material na internet não configuram isoladamente crime eleitoral.

Qualquer cidadão pode comunicar suspeitas de crimes eleitorais de atribuição da Polícia Federal presencialmente nas unidades da corporação ou pela internet, por meio do sistema Comunica PF. Para agilizar a verificação de indícios pela autoridade policial, a orientação é detalhar quem praticou a conduta, o que ocorreu, quando e onde o fato aconteceu, além de anexar documentos, fotografias, gravações, capturas de tela, e-mails, mensagens e dados de perfis quando o caso envolver o ambiente digital.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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