Policiais militares da ROCAM (Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas) localizaram um imóvel suspeito de funcionar como desmanche clandestino de motocicletas em Hortolândia (SP), na Rua Guaxupé, no bairro Jardim Santa Fé, por volta das 21h de segunda-feira (19). Na ação, as equipes apreenderam quadros e peças mecânicas, uma placa veicular, munições deflagradas e aparelhos celulares, e um suspeito de 20 anos que fugiu pelos fundos acabou indiciado por receptação.
O deslocamento dos policiais da 4ª Companhia do 48º Batalhão de Polícia Militar do Interior (48º BPM/I) até o endereço ocorreu durante patrulhamento tático, após uma denúncia anônima registrada pelo Disque-Denúncia. O relato apontava a movimentação frequente de entrada e saída de pessoas conduzindo motocicletas de diferentes modelos na residência.
Quando as viaturas se aproximaram do imóvel na noite de 19 de outubro de 2026, a equipe avistou um homem no corredor da casa. Ao perceber a chegada dos policiais militares, ele correu para os fundos do terreno, pulou muros e entrou em imóveis vizinhos, não sendo detido naquele momento.
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Materiais apreendidos e identificação do suspeito no Jardim Santa Fé
Durante a vistoria no interior da residência na Rua Guaxupé, os agentes recolheram quadros de motocicletas, diversos componentes mecânicos, uma placa de identificação veicular, estojos de munições deflagradas de revólver e aparelhos celulares. Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (21), os itens foram identificados de forma preliminar como possivelmente ligados a crimes patrimoniais de roubo ou furto, e os telefones podem pertencer a vítimas.
A apuração policial indicou que o imóvel não apresentava condições de moradia, não tinha quase nenhum móvel e acumulava fezes e urina de cães pelo chão, enquanto centenas de componentes mecânicos, em sua maioria do modelo Honda CG 160, ficavam espalhados pelos cômodos, inclusive no banheiro e sobre a pia da cozinha. No local, os policiais também encontraram um alvará de soltura em nome de um jovem de 20 anos, de iniciais I.E.S.G., documento que permitiu identificar e indiciar o homem pelo crime de receptação.
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De acordo com os levantamentos das forças de segurança, o jovem indiciado já era alvo de suspeita de comprar motocicletas furtadas e roubadas na região para desmontar os veículos e remeter as peças a receptadores na capital paulista. Além disso, os registros apontaram que ele havia deixado de comparecer ao Fórum nas datas recentes estipuladas pela Justiça para o cumprimento de sua liberdade condicional.
Investigação da Polícia Civil em Hortolândia e operações contra roubos de motos
A localização do imóvel na Rua Guaxupé ocorreu poucas horas depois de outra intervenção da própria ROCAM na mesma região de Hortolândia, operação que resultou na prisão de três indivíduos com motocicletas roubadas ou furtadas e veículos com suspeita de clonagem, conhecidos como “dublês”. Diante da proximidade de horário e local entre os dois flagrantes, a Polícia Civil passou a investigar uma possível conexão entre os episódios e a atuação de uma mesma quadrilha especializada nesse tipo de crime na cidade.
O combate ao comércio ilegal de veículos de duas rodas no município já havia motivado outras ações recentes das autoridades. Em 15 de outubro de 2026, câmeras de segurança gravaram a invasão de uma casa durante a madrugada no bairro Vila Real Continuação, também em Hortolândia, onde dois indivíduos furtaram uma motocicleta BMW. Meses antes, em 30 de julho de 2026, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o 48º BPM/I e o 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º BAEP) deflagraram a Operação Zero Grau contra roubos, furtos e receptação de motos em Hortolândia e Sumaré, cumprindo 14 mandados de busca e apreensão e prendendo três investigados em flagrante.
O caso da Rua Guaxupé foi registrado no Plantão Policial de Hortolândia, que acionou a Polícia Científica para realizar a perícia técnica no endereço. Todos os componentes mecânicos, quadros, celulares e munições recolhidos permaneceram apreendidos no distrito policial, onde a Polícia Civil conduz o inquérito para confirmar a origem de cada material.
