Receita Federal paga R$ 1,24 bilhão no último lote de restituição do imposto de rendaPor Beatriz
4 min de leitura
![]() |
A Receita Federal realizou o pagamento do quarto e derradeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2026 em 31 de agosto de 2026. A operação beneficiou mais de meio milhão de contribuintes em todo o país.
Ao longo do dia, o órgão depositou R$ 1,24 bilhão nas contas bancárias de 521.935 pessoas. Este valor também abrange restituições residuais de declarações de anos anteriores.
A consulta para verificar a inclusão no lote esteve acessível desde 24 de agosto, diretamente na página da Receita Federal na internet.
Para verificar a situação da restituição, o contribuinte deve acessar a seção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, clicar no botão “Consultar a Restituição”.
Há também a possibilidade de realizar a verificação por meio do aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para tablets e smartphones.
Destino da maior parte dos valores e grupos prioritários
Do montante total de R$ 1,24 bilhão liberado neste lote, uma parcela significativa de R$ 704,12 milhões foi direcionada para contribuintes que possuem prioridade legal no recebimento do reembolso.
As restituições foram distribuídas entre diferentes grupos, conforme a seguinte divisão:
- 338.912 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo recebimento via Pix (sem prioridade definida por lei);
- 86.873 contribuintes com idades entre 60 e 79 anos (com prioridade legal);
- 43.502 contribuintes não prioritários;
- 26.769 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério (com prioridade legal);
- 16.850 contribuintes com mais de 80 anos (com prioridade legal);
- 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental, ou portadores de doença grave (com prioridade legal).
Alterações no calendário de restituição para 2026
Em 2026, a Receita Federal implementou uma redução no número de lotes regulares de restituição do imposto de renda, passando de cinco para quatro pagamentos. As datas estabelecidas para os depósitos foram o final de maio, junho, julho e agosto.
Os dois primeiros lotes do ano, efetuados em maio e junho, abrangeram cerca de 80% das restituições previstas para serem pagas, tanto em volume financeiro quanto no número de contribuintes contemplados.
A agilidade no processamento das declarações e o avanço das ferramentas de modernização e automação foram os fatores que possibilitaram à Receita Federal concentrar a maior parte dos pagamentos nos lotes iniciais.

O que fazer caso a restituição não seja paga
O pagamento da restituição é efetuado na conta bancária ou na chave Pix (do tipo CPF) que o contribuinte informou no momento da declaração do Imposto de Renda.
Se o nome do contribuinte não aparecer na lista dos beneficiários, a orientação é acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para obter o extrato da declaração.
Ao identificar alguma pendência, o cidadão pode enviar uma declaração retificadora e aguardar a inclusão em futuros lotes.
Caso a restituição não seja depositada na conta indicada na declaração, como em situações de conta desativada, os valores permanecem disponíveis para resgate por um período de até um ano no Banco do Brasil.
Nessa circunstância, o contribuinte pode agendar o crédito em qualquer conta bancária de sua titularidade, acessando o Portal BB ou entrando em contato com a Central de Relacionamento do banco. Os telefones disponíveis são 4004-0001 (para capitais), 0800-729-0001 (para demais localidades) e 0800-729-0088 (serviço exclusivo para deficientes auditivos).
Após um ano, se o valor da restituição não for resgatado, o contribuinte deverá fazer a solicitação diretamente no Portal e-CAC. O processo envolve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, selecionar “Meu Imposto de Renda” e, então, clicar no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.







