Boni revela operação colossal para gerenciar milhões de cartas de Xuxa na GloboPor Carolina Costa
3 min de leitura
![]() |
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, conhecido como Boni e ex-diretor da TV Globo, compartilhou uma história surpreendente dos bastidores do auge da carreira de Xuxa Meneghel na emissora. Ele detalhou que o volume de cartas recebidas pela apresentadora em 1987 foi tão extraordinário que exigiu uma complexa operação logística, com aluguel de espaço e contratação de funcionários, conforme revelado em um vídeo publicado em 3 de setembro de 2026.
Segundo Boni, a demanda dos fãs era tamanha que a emissora precisou de uma infraestrutura dedicada exclusivamente para lidar com a correspondência da “Rainha dos Baixinhos”.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
A dimensão da Xuxamania e o armazenamento das cartas
O ex-diretor contou que a quantidade de correspondências era “brutal” e não podia ser gerenciada internamente. Para acomodar todas as cartas, foi necessário alugar um grande galpão, equipado com prateleiras e empilhadeira, e contratar uma equipe de 12 funcionários para organizar e cuidar do material. Essa logística incomum ilustra o fervor da “Xuxamania” e a dedicação dos fãs em um período anterior à era digital, onde a carta era o principal meio de contato.
Naquele período, Xuxa vivia o pico de popularidade do programa “Xou da Xuxa”, que havia estreado na Globo em 1986 e se consolidou como um fenômeno de audiência até 1992. A atração elevou a apresentadora ao patamar de um dos maiores ícones da televisão brasileira, especialmente junto ao público infantil, e Boni, que ocupou posições de liderança na Globo por décadas, teve um papel crucial no desenvolvimento tanto da programação quanto da carreira de Xuxa.
Desafio da destinação das cartas gerou solução beneficente
Com o passar do ano, o acúmulo de tantas correspondências gerou um novo problema: o que fazer com as toneladas de papel armazenadas? Boni revelou que a proposta inicial foi simplesmente destruir o material. “No final do ano, queriam fazer um incêndio, colocar aquelas cartas, levar para algum lugar qualquer e queimar aquelas cartas todas”, relembrou.
No entanto, o executivo teve uma ideia mais sustentável e altruísta. Em vez de queimar, ele sugeriu que todas as cartas fossem pesadas e vendidas para reciclagem. O valor arrecadado com essa venda, conforme seu plano, seria revertido em doações para instituições de caridade dedicadas a crianças, escolhidas pela própria Xuxa. Essa iniciativa transformou um desafio logístico em uma ação social, refletindo um aspecto menos conhecido da gestão de sua popularidade.
Outras memórias de Boni sobre o fenômeno Xuxa na televisão
A lembrança sobre as cartas de Xuxa surge em um momento em que Boni tem revisitado publicamente a trajetória da apresentadora na Globo. Em outra ocasião, em 1º de setembro de 2026, ele também compartilhou nas redes sociais um antigo memorando sobre o encerramento do “Xou da Xuxa”, em 1992, e as discussões internas sobre os próximos passos da emissora após o fim do programa icônico.
Esses episódios, mesmo após mais de três décadas, ajudam a compreender a dimensão da “Xuxamania” nos anos 1980, revelando como a correspondência dos fãs mobilizou uma estrutura complexa e até inspirou iniciativas de impacto social.















