A cantora Kelly Key, de 43 anos, revelou o segredo por trás de seu abdômen definido após três gestações. A artista, mãe de Suzanna Freitas, de 27 anos, Jaime Vitor, de 21, e Artur, de 9, mantém uma rotina de alimentação equilibrada e intensa atividade física, mas confirmou que uma intervenção cirúrgica foi crucial para o resultado. Ela passou por um procedimento para unir os músculos da barriga depois da segunda gravidez.
Kelly Key detalha intervenção cirúrgica no abdômen
A artista explicou que nunca fez lipo LED, mas se submeteu à plicatura da musculatura do abdômen. O procedimento ocorreu depois do nascimento de seu segundo filho, Jaime Vitor. Ela enfatizou a importância de ser transparente sobre suas escolhas estéticas.
“Eu nunca fiz lipo LED, mas já fiz a costura da musculatura do abdômen após a minha segunda gestação. Não tenho nenhum problema em falar sobre os procedimentos estéticos que fiz e faço. Acho inclusive importante falar, porque seria injusto atribuir exclusivamente à alimentação e ao treino um resultado que também tenha tido alguma intervenção estética”, contou a cantora em 3 de setembro de 2026.
O que é a diástase abdominal e como ela se manifesta
A “costura abdominal” é o termo popular para a plicatura da musculatura, cirurgia que corrige a diástase. Este problema ocorre quando os músculos retos do abdômen se afastam devido ao aumento do útero durante a gravidez, que projeta a parede abdominal para a frente. Após o parto, os órgãos retornam ao lugar, mas o afastamento muscular pode persistir em algumas mulheres.
Jorge Luiz Abel, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional de São Paulo, explica que o processo gravídico força o afastamento da linha que une os músculos reto abdominal direito e esquerdo. A diástase, embora comum após o parto, nem sempre requer cirurgia.
Diferentes abordagens para o tratamento do afastamento muscular
Nem todas as diástases precisam ser corrigidas cirurgicamente. Pequenos afastamentos podem ser tratados com métodos menos invasivos. O cirurgião plástico destaca que existem alternativas para melhorar a contenção da parede abdominal:
- Diástases menores (3 a 4 centímetros): Podem ser significativamente melhoradas com atividade física focada, fisioterapia e exercícios respiratórios adequados.
- Correções não cirúrgicas: É possível obter melhora na contenção da parede abdominal sem a necessidade de uma cirurgia, dependendo do grau do afastamento e da resposta do corpo.
Quando a cirurgia de plicatura abdominal é recomendada?
A cirurgia para diástase, conhecida como plicatura, não é indicada logo após o nascimento do bebê. O médico Jorge Luiz Abel desaconselha a intervenção nesse período. A mulher no pós-parto ainda está sob efeito hormonal, o que deixa a musculatura relaxada.
A recomendação é realizar a cirurgia após o período de amamentação, quando o corpo da mulher já voltou à sua condição natural. A plicatura é especialmente necessária quando o afastamento dos músculos excede 4 a 5 centímetros, oferecendo um ganho significativo na contenção da parede anterior do abdômen. Isso também diminui a possibilidade de hérnias na região do umbigo e melhora o trânsito intestinal.
Cuidados essenciais no pós-operatório da correção de diástase
O período de recuperação após a plicatura da musculatura abdominal é considerado tranquilo. Durante os 15 a 20 dias iniciais, a paciente deve usar uma cinta modeladora. Esse item ajuda a diminuir o inchaço e a manter a contração da parede abdominal.
É fundamental evitar levantar pesos e tomar cuidado com constipações intestinais. Esforços durante a evacuação podem causar ruptura dos pontos cirúrgicos. A volta às atividades físicas mais intensas deve acontecer após dois ou três meses, mas segurar o bebê no colo é permitido, desde que a mãe esteja sentada para evitar movimentos bruscos de levantar a criança.
