Objeto Cloud 9 pode ser a primeira galáxia escura sem estrelasPor Maria
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O astrônomo Ignacio Trujillo e pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Canarias, na Espanha, avançaram na identificação da Cloud 9 como uma provável galáxia sem estrelas a 14 milhões de anos-luz da Terra, perto da galáxia espiral Messier 94. O Telescópio Espacial Hubble atestou em janeiro deste ano que a estrutura quase não emite luminosidade visível, embora abrigue reservas colossais de matéria escura e gás hidrogênio.
Propriedades físicas da nuvem revelam ausência de astros luminosos
O objeto celestial acumula uma massa de hidrogênio gasoso avaliada em 1 milhão de vezes a do Sol e um volume de matéria escura de 5 milhões de massas solares, sem que ocorra a transformação desse material em astros brilhantes.
Medições ópticas registram vazio na posição do objeto espacial
Ao avaliar os registros captados na Espanha, Trujillo destacou a surpresa com a falta de sinal luminoso. O cientista declarou: “O aspecto mais impressionante de nossa pesquisa foi o vazio absoluto da imagem na localização da Cloud 9. Quando você olha uma imagem que atinge essas profundidades e não vê nada onde deveria haver uma estrutura contendo um milhão de massas solares de gás, é verdadeiramente notável”. A escuridão total surpreendeu os cientistas.
Equipamento no Gran Telescopio Canarias atinge profundidade inédita
A equipe de Trujillo utilizou a câmera HiPERCAM instalada no Gran Telescopio Canarias para produzir imagens cerca de dez vezes mais profundas do que qualquer registro óptico obtido anteriormente naquela região. A técnica combina a captura de comprimentos de onda de rádio do hidrogênio neutro com sensores visuais potentes para averiguar a existência de estrelas remanescentes.
- Distância espacial: 14 milhões de anos-luz em relação à Terra, junto à galáxia Messier 94.
- Reserva de hidrogênio: 1 milhão de massas solares.
- Volume de matéria escura: aproximadamente 5 milhões de massas solares.
- Limite estelar calculado: teto de 16.000 massas solares em caso de corpos celestes antigos.
- Equipamento principal: câmera HiPERCAM conectada ao Gran Telescopio Canarias.
Radiação ultravioleta primordial bloqueia nascimento de novas estrelas
Modelos teóricos indicam que a radiação ultravioleta emitida após a época da reionização aquece o gás acumulado em halos de matéria escura com massa inferior a 5 bilhões de vezes a do Sol, impedindo que essa matéria esfrie e gere novos corpos luminosos.
Próximas etapas dependem de telescópios mais avançados
A equipe científica projeta recorrer a instrumentos complementares para analisar estrelas individuais e eliminar dúvidas sobre a luz difusa da Cloud 9. O Telescópio Espacial James Webb aparece como alternativa viável para prosseguir com as investigações na órbita espacial. Os operadores precisam escolher filtros óticos rigorosos para calibrar os rastreadores estelares durante as próximas medições.







