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Superbolha N44 abriga 30 mil protoestrelas no espaço profundo

Telescópio Espacial Hubble
Foto: Telescópio Espacial Hubble - Paopano/shutterstock.com
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Pesquisadores da agência espacial NASA identificaram um berçário cósmico com 30 mil corpos em formação na superbolha N44, uma estrutura gasosa situada na Grande Nuvem de Magalhães, a 160 mil anos-luz da Terra. O equipamento orbital captou a borda do complexo onde a poeira fria se aglutina sem ter iniciado ainda a fusão nuclear de hidrogênio em seus centros.

Origem física da abertura central e pressão dos gases

Os ventos solares e detonações pretéritas de supernovas abriram uma depressão no meio do bolsão gasoso ao longo de milhões de anos de atividade contínua. Essa atividade empurrou o hidrogênio que ocupava o setor para as margens, formando uma concha espessa de matéria incandescente onde o colapso gravitacional produz novas gerações de astros.

O vácuo central permaneceu escuro.

Distribuição dos corpos catalogados no complexo estelar

A varredura visual registrou características marcantes na periferia da depressão:

  • Cerca de 30 mil protoestrelas embutidas em faixas densas de poeira escura.
  • Aproximadamente 470 mil estrelas adicionais pertencentes ao aglomerado vizinho.
  • Pilares de matéria moldados pela radiação ultravioleta emitida pelas gigantes centrais.

As protoestrelas concentram material enquanto as gigantes azuis adjacentes alcançam dezenas de milhares de graus de temperatura superficial. Essa densidade extrema transforma a névoa interestelar em zonas de alta taxa de formação. A radiação externa remove as camadas superficiais das nuvens, mantendo preservados apenas os núcleos resistentes.

Observação astronômica da Grande Nuvem de Magalhães

Moradores do Sul do Brasil conseguem observar a galáxia-satélite da Via Láctea a olho nu em noites escuras sem poluição luminosa. O aglomerado assemelha-se a uma pequena mancha suspensa nas constelações do hemisfério austral.

Equipamentos terrestres encontram facilidade para examinar a Grande Nuvem de Magalhães porque a poeira do disco da nossa própria galáxia quase não obstrui a linha de visão do setor. Os astrônomos utilizam o complexo cósmico como campo de testes para modelos sobre a vida dos corpos celestes.

Identificação dos comprimentos de onda na imagem orbital

Filtros específicos isolaram o hidrogênio ionizado nas faixas de maior brilho, separando-o das áreas preenchidas por enxofre e oxigênio. Os sensores mediram a intensidade dos fótons para separar assinaturas térmicas individuais em frações de ano-luz dentro da galáxia anã vizinha.

Frentes de choque residuais continuam colidindo contra o gás intacto.

As ondas de compressão rápida geram emissões de energia elevada, enquanto regiões resguardadas por nuvens espessas permanecem invisíveis aos feixes diretos de radiação. O levantamento final delimitou a posição exata de cada foco em desenvolvimento ao longo do anel exterior.

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