Charles Leclerc confirma presença no GP da Espanha após examesPor Thiago Lemos
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O piloto Charles Leclerc realizou novos exames médicos em Monte Carlo em 7 de setembro de 2026 e garantiu liberação física para disputar o GP da Espanha de Fórmula 1 agendado para 13 de setembro de 2026. O representante da Ferrari conduziu o próprio automóvel até a clínica médica particular no principado após a colisão sofrida na etapa italiana.
O competidor monegasco perdeu o controle de sua Ferrari durante a terceira volta no circuito de Monza ao entrar na curva Parabólica, deslizando em alta velocidade pela caixa de brita antes de colidir violentamente contra a barreira de proteção a 230 km/h com impacto estimado em 50G. A força registrada atingiu cinquenta vezes a aceleração da gravidade terrestre. Ele não sofreu fraturas.

Depois de abandonar o habitáculo danificado por meios próprios e sentar próximo ao traçado com sinais de tontura, o atleta monegasco recebeu atendimento inicial dos socorristas da pista e seguiu para avaliações complementares no centro médico do Autódromo de Monza antes de receber alta.
A principal preocupação manifestada por Charles Leclerc logo após a batida concentrou-se em alterações na visão periférica e central. O esportista relatou incômodo no olho direito imediatamente após deixar os destroços do veículo.
“No começo, tive um pequeno susto com a visão. Não estava enxergando muito bem com o olho direito, mas agora está tudo bem. Foi o que mais me preocupou quando saí do carro. Depois disso, estava com um pouco de dor aqui e ali, o que é normal depois de um acidente como esse”, afirmou Charles Leclerc.
A equipe Ferrari constatou integridade estrutural no chassi e nos componentes aerodinâmicos do monoposto acidentado, voltando sua atenção técnica para a análise minuciosa da unidade de potência. Os mecânicos da escuderia avaliam se os componentes internos do motor suportaram a desaceleração brusca sofrida na Itália.
O objetivo dos engenheiros em Maranello envolve recuperar o motor original para os treinos livres em Madri, embora a viabilidade técnica do reaproveitamento permaneça indefinida.







