Refrigeração correta preserva nutrientes de frutas e legumesPor Bruna
4 min de leitura
![]() |
A nutricionista Gabriella Braga, da empresa Science Play, alertou que o armazenamento incorreto acelera a perda de hortaliças e frutas nas residências. O erro na separação desses alimentos reduz a vida útil dos produtos comprados.
O frio controla microrganismos.
A temperatura baixa altera a consistência e o aspecto visual de certos itens comestíveis quando colocados em locais inapropriados. Diante disso, a localização exata de cada item define a conservação segura das refeições diárias.
Itens que necessitam do resfriamento para manter textura e nutrientes

O hábito de picar e guardar vegetais facilita o consumo diário nas cozinhas. A profissional Gabriella Braga, certificada em Nutrição Esportiva pelo American College, explicou que a refrigeração também impede que a limpeza inicial seja esquecida pelas famílias. Esse procedimento evita a degradação acelerada do produto.
“O ideal é chegar do mercado, fazer a higienização das frutas em água corrente, cortar e armazenar em recipientes com tampa de vidro na geladeira”, disse Gabriella Braga.
Algumas espécies vegetais precisam obrigatoriamente desse ambiente resfriado para que tenham maior durabilidade após a colheita. Os exemplos abrangem abacaxi, mamão, melão, uva, limão, laranja e morango.
“Elas devem ser guardadas separadamente em sacos ou recipientes organizadores próprios e acondicionadas na parte inferior da geladeira”, declarou a personal organizer Marina Almeida sobre o uso do gavetão interno.
Legumes variados dispensam o ambiente gelado antes de serem manipulados na cozinha. A abobrinha tolera o frio imediatamente, enquanto o pimentão e a abóbora requerem refrigeração somente depois de fatiados.
“Um segredo para fazer com que as cenouras durem mais tempo e mantenham a crocância é deixá-las imersas em um pote com água na geladeira”, informou Marina Almeida ao citar o limite de 15 dias de durabilidade.
Folhas verdes pedem secagem prévia e acondicionamento com folhas de papel toalha em recipientes totalmente vedados. As gavetas e prateleiras mais baixas do eletrodoméstico evitam que o ar gelado queime essa vegetação frágil.
Espécies folhosas como alface, agrião, espinafre, escarola, couve, chicória e rúcula necessitam desse cuidado térmico protetor.
O tratamento correto preserva as propriedades benéficas desses vegetais folhosos por até 15 dias consecutivos. A técnica protege as estruturas biológicas das plantas contra a umidade excessiva.
Produtos vegetais que sofrem alterações negativas sob baixas temperaturas
O hormônio etileno comanda a evolução das espécies climatéricas, que prosseguem no ciclo de amadurecimento mesmo depois de retiradas da terra.
Unidades como banana, melão, abacate, pêssego, goiaba, maracujá, pera, maçã e kiwi devem ser mantidas ao ar livre em superfícies secas. Essas mercadorias não toleram a umidade precoce dos refrigeradores.
“É preferível que elas fiquem separadas, pois devido ao etileno, uma pode interferir no processo de amadurecimento da outra”, afirmou Marina Almeida.
Caso as bananas passem do ponto ideal de mastigação, o congelamento surge como destino culinário viável. O ingrediente congelado entra na preparação de batidas com leite e vitaminas matinais.
O amido das raízes e dos tubérculos sofre conversão química em açúcar quando exposto ao frio contínuo da serpentina.
Colheitas de batata, batata-doce, rabanete, beterraba, mandioca, nabo e cará necessitam de depósitos protegidos da incidência de raios solares. O ambiente ventilado impede o apodrecimento precoce das cascas.
Bulbos de alho e cabeças de cebola estragam na umidade artificial do motor de refrigeração.
Marina Almeida recomendou que o consumidor evite compras volumosas desses vegetais secos quando faltar espaço físico em casa. A medida diminui o descarte rotineiro de mantimentos estragados.
A decisão de levar hortaliças maduras ao congelador nem sempre preserva a qualidade física exigida nas receitas cotidianas.
“O congelamento é uma excelente opção para aumentar o tempo de durabilidade de alguns alimentos, porém não são todos que têm suas características sensoriais mantidas”, confirmou Gabriella Braga sobre o valor dos nutrientes. A nutricionista apontou que apenas folhas voltadas a sucos batidos suportam essa temperatura negativa extrema. O processo inviabiliza o aproveitamento em saladas cruas.
Vegetais ricos em água, a exemplo de chuchu, tomate e abobrinha, perdem líquido estrutural após o degelo e adquirem aspecto borrachudo. Já a batata e a cenoura exigem cozimento antes de qualquer inserção no congelador.







