Defesa Civil monitora avanço do Super El Niño com risco até 2027Por Janderson Luiz
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A Defesa Civil de Santa Catarina ampliou o monitoramento climático em todo o território estadual diante da aproximação da fase mais severa do fenômeno El Niño. As equipes técnicas do órgão acompanham as alterações atmosféricas para mitigar possíveis danos à população.
No dia 9, os técnicos registraram que as águas da superfície no Oceano Pacífico Equatorial atingiram uma anomalia térmica positiva de 1,8°C.
Modelos divulgados pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos apontam que a elevação contínua da temperatura deve consolidar um quadro extremo na região oceânica. Essa classificação técnica caracteriza a formação de um Super El Niño.
Para validar o enquadramento pelas diretrizes internacionais, a elevação térmica precisa permanecer por ao menos três meses seguidos nos patamares estipulados de 0,5°C a 0,9°C para nível fraco, 1,0°C a 1,4°C para moderado, 1,5°C a 1,9°C para forte e acima de 2,0°C na classificação mais elevada.
O gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff, informou sobre a iminência da nova escala climática. Rudorff declarou que “é muito provável que nas próximas semanas ou no próximo mês ele já entre na categoria de um El Niño muito forte, que é considerado um ‘Super El Niño’, como vem sendo bastante divulgado na mídia”.
Estações de transição concentram os maiores riscos de chuva no estado
Rudorff descarta relação direta automática.
O técnico relembrou que as cheias no Vale do Itajaí em 2023 e no Rio Grande do Sul em 2024 aconteceram durante uma fase apenas moderada do El Niño. O episódio anterior superou o volume pluviométrico observado em 2015, quando o aquecimento do oceano alcançou marcas históricas.
O resfriamento térmico provocado pelo La Niña igualmente provocou estragos graves na Região Sul. Rudorff mencionou os temporais de 2008 e as enchentes no Alto Vale do Itajaí em 2011 como exemplos desse impacto. O ciclone-bomba que atingiu os municípios catarinenses em 2020 também ocorreu durante esse mesmo fenômeno adverso.
O histórico de dados meteorológicos de Santa Catarina confirma que as tempestades ligadas ao El Niño afetam o estado principalmente durante as trocas de estação.
A Defesa Civil catarinense definiu a primavera de 2026 e o outono de 2027 como os intervalos prioritários para a medição dos acumulados pluviométricos. O monitoramento contínuo servirá para prevenir estragos causados pelos volumes excessivos de água nos municípios.







