Dois tornados atingem cidades do Paraná em menos de 24 horasPor Bruna
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O Sistema Meteorológico do Paraná confirmou que dois tornados atingiram cidades do estado em um intervalo inferior a 24 horas, entre o fim da tarde de 9 de setembro e o início da madrugada de 10 de setembro de 2026. As ocorrências atingiram áreas rurais e urbanas de Francisco Alves, na região Noroeste, e de Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste paranaense, onde provocaram a derrubada em massa de um bosque de eucaliptos.
Em Francisco Alves, o fenômeno meteorológico tocou o solo por volta das 17h de 9 de setembro de 2026 em um trecho delimitado do território municipal, durou poucos minutos e não deixou destruição direta imediata no ponto de contato, razão pela qual o Simepar ainda não determinou a sua intensidade na escala de classificação.
A administração municipal de Francisco Alves comunicou que uma lavoura de soja de 1 mil hectares foi completamente liquidada pela queda maciça de gelo. A perda na lavoura foi total.

Ventos fortes danificam unidades escolares e afetam aulas no interior
O Simepar esclareceu que a formação decorreu de uma supercélula de tempestade que gerou fortes rajadas de vento e queda severa de pedras de gelo sobre diferentes pontos de Francisco Alves.
A segunda passagem de tornado foi registrada no município de Espigão Alto do Iguaçu exatamente às 0h40 de 10 de setembro de 2026. O evento surpreendeu os moradores durante o repouso noturno.
A tempestade que veio associada ao turbilhão de ar destelhou casas, quebrou estruturas e causou prejuízos estruturais em diversas chácaras da zona rural da localidade.
A Prefeitura de Espigão Alto do Iguaçu informou que não há relato de pessoas feridas na cidade. Ninguém se machucou.
A Defesa Civil apontou que a força das rajadas atingiu em cheio os colégios Li Carlos Passaia e Pedro Rufino, situados no Distrito da Boa Vista de São Roque. O vendaval derrubou árvores de grande porte e atingiu parte da infraestrutura dos prédios educacionais. Na mesma área, os ventos devastaram quase integralmente um reflorestamento de eucaliptos localizado nas imediações do complexo industrial da cooperativa Coasul.
A coordenadora da Defesa Civil municipal, Eliane Kwiatkowski, explicou que a equipe de resgate atestou inicialmente apenas a presença de chuva forte e vendaval severo. O reconhecimento técnico da tempestade como tornado veio apenas após a perícia dos radares do Simepar.
Agentes do município e da Defesa Civil continuam nas estradas rurais para prestar socorro aos desabrigados, cadastrar as perdas materiais e orientar a comunidade a buscar auxílio nos órgãos oficiais.
O balanço total das famílias afetadas pelo temporal ainda não foi fechado pelos técnicos municipais. Os trabalhos de atendimento e contabilidade das perdas seguem em andamento.







