Funcionários dos Correios iniciam paralisação em todo o país
Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado em todo o território brasileiro em 11 de setembro de 2026. A decisão ocorreu após assembleias organizadas pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na noite de 10 de setembro de 2026 terminarem sem consenso com a direção da estatal.
Motivo central do desacordo com a categoria
Embora os trabalhadores tenham buscado uma solução mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho ao longo de sucessivas reuniões para renovar o acordo salarial, as alterações pretendidas pela diretoria da estatal no plano de saúde dos funcionários inviabilizaram o encerramento do conflito entre as partes.
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Medidas operacionais para conter atrasos nas encomendas
A administração dos Correios informou que acionou o Plano de Continuidade de Negócios para tentar garantir a rotina de entregas aos usuários. O plano envolve a redistribuição emergencial de funcionários e o reforço em etapas operacionais da distribuição postal. A empresa afirma ter proposto o reajuste de 100% do INPC em salários e benefícios a partir de 1º de agosto e acolhido 78 das 80 reivindicações apresentadas pelos representantes sindicais.
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Na Paraíba, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos local, Tony Sérgio, declarou que unicamente os setores administrativos internos mantêm atividades no estado. A paralisação atinge diversos serviços.
Sindicatos regionais que confirmaram a paralisação
Diversas entidades representativas de diferentes bases sindicais aprovaram a mobilização nas assembleias locais.
- SINTECT-AC (Acre)
- SINTECT-DF (Distrito Federal)
- SINTECT-ES (Espírito Santo)
- SINTECT-JFA (Juiz de Fora)
- SINTECT-MG (Minas Gerais)
- SINTECT-RN (Rio Grande do Norte)
- SINTECT-RPO (Ribeirão Preto)
- SINTECT-RS (Rio Grande do Sul)
- SINTECT-SC (Santa Catarina)
- SINTECT-SJO (São José do Rio Preto)
- SINTECT-SMA (Santa Maria)
- SINTECT-VP (Vale do Paraíba)
- SINDECTEB (Bauru e região)
- SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul)
- SINTECT-RJ (Rio de Janeiro)
- SINTECT-Santos (Santos e região)
Situação contábil da companhia e captação bancária
A deflagração do movimento paredista ocorre em um período de 15 trimestres consecutivos de saldo negativo para a empresa pública. No primeiro semestre deste ano, a corporação registrou um prejuízo contábil acumulado de R$ 5,6 bilhões. O deficit do segundo trimestre foi inferior ao dos dois períodos imediatamente anteriores, quando a empresa havia atingido prejuízo recorde no primeiro trimestre de 2026.
Para tentar aliviar a pressão no caixa, a administração dos Correios projeta a captação de R$ 7 bilhões por meio de um financiamento até 15 de setembro. Esse montante será concedido por um grupo financeiro composto pelo Banrisul e pelas instituições estrangeiras Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank, repetindo a estrutura de crédito que já havia transferido R$ 12 bilhões ao caixa da estatal no fim do ano passado.