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Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país

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Foto: Correios - SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com
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Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos iniciaram uma paralisação nacional por tempo indeterminado em 11 de setembro de 2026, com mobilização articulada em todos os estados pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

As deliberações sindicais ocorreram durante a noite de 10 de setembro de 2026. A representação dos trabalhadores comunicou que a decisão representa uma nova fase do movimento salarial diante do encerramento das negociações sem entendimento conjunto.

A direção dos Correios comunicou a ativação imediata de um Plano de Continuidade de Negócios direcionado a diminuir as falhas nos envios aos clientes.

O plano prevê a transferência temporária de profissionais para unidades com maior acúmulo de carga e a reorganização de rotas de transporte com o objetivo de assegurar que as encomendas continuem circulando pelos centros de distribuição. Medidas operacionais cobrem a rede de agências.

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Correios – Foto: Joa Souza / Shutterstock.com

A divergência central envolve modificações pretendidas pela cúpula da estatal na gestão do convênio médico dos servidores.

Representantes sindicais afirmam que a deflagração do movimento paredista decorre de sucessivas reuniões e tentativas frustradas de conciliação intermediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho. A entidade aponta que a empresa manteve posições rígidas a respeito das cláusulas médicas.

Na Paraíba, o presidente do sindicato local da categoria, Tony Sérgio, confirmou a interrupção das entregas externas e a manutenção exclusiva dos expedientes administrativos prediais.

Ainda não há dados sobre a dimensão do suporte interno em outras unidades federativas. A paralisação segue sem prazo.

A estatal soma prejuízos operacionais há 15 trimestres consecutivos.

O rombo apurado pela companhia atingiu R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. O saldo negativo do segundo trimestre resultou abaixo dos valores verificados nos trimestres anteriores, demonstrando redução do ritmo de perdas financeiras.

Os Correios articulam captação financeira com bancos estrangeiros como Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank, além do Banrisul, para obtenção de aportes até 15 de setembro de 2026, operação semelhante à que captou R$ 12 bilhões no encerramento de 2025.

O montante negociado para a nova captação alcança R$ 7 bilhões. O valor já constava no balanço patrimonial divulgado pela administração postal ao mercado em agosto de 2026.

Sindicatos regionais que confirmaram participação na paralisação

  • SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para 11 de setembro
  • SINTECT-DF (Distrito Federal)
  • SINTECT-ES (Espírito Santo)
  • SINTECT-JFA (Juiz de Fora)
  • SINTECT-MG (Minas Gerais)
  • SINTECT-RN (Rio Grande do Norte)
  • SINTECT-RPO (Ribeirão Preto)
  • SINTECT-RS (Rio Grande do Sul)
  • SINTECT-SC (Santa Catarina)
  • SINTECT-SJO (São José do Rio Preto)
  • SINTECT-SMA (Santa Maria)
  • SINTECT-VP (Vale do Paraíba)
  • SINDECTEB (Bauru e região)
  • SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul)
  • SINTECT-RJ (Rio de Janeiro)
  • SINTECT-Santos (Santos e região)

A estatal informou que executa manobras do plano operacional para mitigar prejuízos aos consumidores decorrentes dos protestos sindicais.

A empresa determinou o remanejamento interno de colaboradores para os setores de triagem. A prioridade estabelecida consiste em preservar o fluxo de correspondências e encomendas expressas.

A proposta patronal submetida à mediação abrangeu a renovação de 78 das 80 exigências do acordo anterior, prevendo recomposição de 100% da inflação pelo INPC a contar de 1º de agosto de 2026.

A direção da estatal declarou que mantém o diálogo com a representação laboral. O canal com os funcionários permanece aberto.

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