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James Webb identifica origem de pontos vermelhos no espaço

Por Carolina Costa · · 2 min de leitura
Foto: Universo, espaço, galaxia -Triff/shutterstock.com
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O pesquisador Yiyang Zhang, da Universidade de Wuhan, na China, apresentou em estudo publicado na revista científica Nature Astronomy evidências de que pequenos pontos vermelhos detectados pelo Telescópio Espacial James Webb são buracos negros supermaciços originados no primeiro bilhão de anos do Cosmo. As observações começaram em 2023.

O levantamento identificou mais de 400 corpos celestes desse tipo concentrados na região espacial denominada COSMOS-Web. Esse setor do espaço equivale em extensão a três vezes o tamanho da Lua. A maior parcela da radiação registrada pelos sensores ópticos do observatório parte de uma área inferior a 2% das dimensões da Via Láctea.

Descoberta de estruturas no Universo primitivo

Os cientistas processaram 217 registros ópticos do Telescópio Espacial James Webb para retirar o excesso de claridade avermelhada e enxergar a estrutura oculta das galáxias hospedeiras.

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A medição técnica demonstrou que as estruturas que abrigam os núcleos emitem apenas 10% da luz total identificada pelos sensores infravermelhos. Esses sistemas apresentam 40% da extensão das galáxias comuns da mesma era cósmica, volume correspondente a quase 4% do porte atual da Via Láctea.

Características dos corpos estelares observados

As estrelas menores que o Sol compõem o grupo mais frequente no espaço sideral. Esses astros apresentam temperaturas inferiores na superfície e liberam energia luminosa em faixas ópticas vermelhas e no infravermelho próximo. O filtro digital aplicado pela Universidade de Wuhan revelou que cada galáxia hospedeira analisada abriga cerca de 1 bilhão de estrelas. O número representa 4% do contingente estelar mantido hoje na Via Láctea.

Hipóteses sobre a formação dos buracos negros

Dados coligidos pelos astrônomos indicam que a massa concentrada nos buracos negros supermaciços oscila entre 10 milhões e 1 bilhão de vezes a massa do Sol.

  • Regiões de intensa formação com acúmulo de poeira e gás
  • Núcleos com consumo acelerado de matéria chamados de estrelas de buraco negro
  • Estruturas que atingem proporções gigantescas antes do surgimento da maior parte das estrelas circundantes

A massa desses buracos negros se consolidou antes da evolução completa das galáxias ao redor. Os modelos teóricos ainda investigam como ocorreu a expansão inicial desses corpos no Universo primitivo.

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