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El Niño ameaça peixes e anfíbios com nova seca na Amazônia

Por Carolina Costa · · 3 min de leitura
Foto: el niño - neenawat khenyothaa/Shutterstock.com
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O ar seco impulsionado pelo fortalecimento do El Niño voltou a ameaçar a sobrevivência de peixes e anfíbios na bacia amazônica em 12 de setembro de 2026.

A seca avança rápido.

Probabilidade de fortalecimento atinge índice crítico

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontou que o fenômeno possui mais de 90% de chance de ganhar intensidade máxima durante os meses subsequentes.

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Pesquisadores como Susana Braz-Mota e Guilherme de Azambuja Pereira documentaram que as condições ambientais na Amazônia já se manifestam em patamares excepcionais em 2026.

O pesquisador Tiago da Mota e Silva também acompanha os efeitos do período de estiagem na cobertura hídrica.

O recuo acelerado das águas afeta diretamente a locomoção e a subsistência das populações de amazônidas distribuídas ao longo dos canais fluviais.

Oceanos batem marcas térmicas históricas

Com base nas medições oficiais do Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas, que iniciou o registro contínuo da série histórica em 1979, os termômetros marítimos globais fora das áreas polares atingiram uma temperatura média diária sem precedentes de 21,1ºC em 22 de agosto.

As águas marinhas aquecidas em níveis atípicos coincidem com o avanço acelerado da massa de ar seco que castiga o norte brasileiro.

Perdas de fauna repetem episódios graves recentes

Durante a estiagem prolongada observada nos anos de 2023 e 2024, a bacia amazônica registrou grande mortalidade de espécimes de botos-cor-de-rosa em lagos locais.

Bancos de peixes também sofreram perdas populacionais expressivas decorrentes do estresse térmico e da redução brusca de oxigênio.

O cenário adverso registrado naquele intervalo decorreu igualmente da força exercida pelo El Niño sobre a circulação atmosférica.

Impactos monitorados nos rios e igarapés

A bacia amazônica reúne múltiplos indicadores críticos associados ao comportamento das correntes fluviais durante os ciclos de estiagem.

  • Queda abrupta no volume médio de vazão nos leitos dos rios e lagos interiores.
  • Perda substancial de espécimes vulneráveis pertencentes às classes de anfíbios e peixes.
  • Barreiras severas para a navegação básica e a rotina produtiva dos amazônidas.

Os sistemas fluviais dependem da regularidade das precipitações para sustentar a fauna aquática e evitar o isolamento de canais secundários.

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos mantém o acompanhamento meteorológico contínuo sobre o Pacífico equatorial.

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