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Morre Paulo Angioni, histórico diretor de futebol do Fluminense e do Vasco

Paulo Angioni - x.com/ Fluminense
Foto: Paulo Angioni - x.com/ Fluminense
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O diretor executivo de futebol do Fluminense, Paulo Angioni, morreu no Rio de Janeiro em 12 de setembro de 2026. Ele realizava tratamento médico contra um tumor no pâncreas diagnosticado no início de setembro na capital fluminense. O dirigente tinha 80 anos.

Em nota oficial divulgada no Rio de Janeiro, o Fluminense confirmou o falecimento do dirigente esportivo.

Na mensagem, a diretoria tricolor manifestou pesar pela morte de Paulo Sérgio Scudiere Angioni. O clube relembrou a atuação pioneira do profissional na gestão esportiva e sua passagem pela Seleção Brasileira. Durante o período de trabalho iniciado em 2018, Angioni esteve nas conquistas da Taça Rio de 2020, das edições da Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, do Campeonato Carioca de 2022 e 2023, além da Copa Libertadores e da Recopa Sul-Americana. A instituição encerrou a manifestação com condolências dirigidas aos familiares e aos amigos do diretor.

Após iniciar os trabalhos no futebol no clube Municipal, na Tijuca, o profissional foi para o Vasco nos primeiros anos da década de 1980, onde permaneceu por 14 anos antes de atuar por Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense ao longo de quatro décadas. Na CBF, o gestor exerceu a função de supervisor da Seleção Brasileira nos anos de 1989 e 1990.

Torcedor do Fluminense desde a infância, ele ingressou pela primeira vez na agremiação das Laranjeiras no ano 2000. O profissional retornou ao clube em outras passagens até reassumir o comando do departamento de futebol. A identificação com a equipe marcou seus últimos anos de atividade no esporte.

Em declaração concedida em 2023, o dirigente afirmou que a convivência diária com os atletas representava sua principal motivação profissional.

Na ocasião, ele definiu o papel do elenco em sua rotina de trabalho. “O jogador é a razão da minha vida no futebol. Não só é a minha sobrevivência, mas é a minha contribuição ao jogador”, disse Angioni.

Com graduação em psicologia e em administração esportiva, Angioni defendeu de maneira pioneira a integração do acompanhamento psicológico aos elencos do futebol nacional.

Durante a passagem pelo Vasco em 1989, o executivo viabilizou a entrada de psicólogos no cotidiano do departamento de futebol. Mais tarde, Angioni passou a apontar a necessidade de suporte psiquiátrico para os atletas diante do aumento das cobranças esportivas.

A conquista da Copa Libertadores de 2023 pelo Fluminense compôs a lista de troféus estaduais, nacionais e continentais reunidos pelo dirigente em sua trajetória de quatro décadas.

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