Linha 2027 do Peugeot 208 perde potência e enxuga catálogo
A montadora Peugeot apresentou o modelo 2027 do compacto 208 fabricado na planta de El Palomar, na Argentina, com novidades estéticas e mudanças técnicas para os compradores do mercado brasileiro. O automóvel recebeu conjuntos de rodas inéditos específicos para cada configuração do catálogo e ganhou a opção de pintura na tonalidade branco Okénite.
A configuração topo de linha GT passa a estampar a identificação MHEV referente ao conjunto semi-híbrido de 12 V. A denominação substitui o termo Hybrid utilizado anteriormente. Essa alteração padroniza a comunicação técnica adotada pelo Grupo Stellantis, iniciada no utilitário Toro e expandida para Pulse e Fastback.
A marca reestruturou a gama comercial ao eliminar a opção de entrada turbo Active, que custava R$ 115.550 com transmissão automática, mantendo no portfólio apenas as opções Style, Allure e GT.
- 208 Style 1.0 MT: R$ 93.990
- 208 Allure Turbo 200 AT: R$ 119.990
- 208 GT MHEV Turbo 200 AT: R$ 132.990
Alterações no estilo externo e medidas da carroceria
O hatchback preservou o comprimento de 4.055 mm, largura de 1.738 mm sem retrovisores e 1.960 mm com espelhos, altura de 1.453 mm e distância entre-eixos de 2.538 mm. A capacidade volumétrica do porta-malas continua em 285 litros no padrão de medição VDA.
Cada uma das versões da linha 2027 recebeu desenhos exclusivos de rodas para criar maior diferenciação visual externa.
O acabamento de entrada Style adota peças de liga de alumínio de 16 polegadas com pintura escura. Já a configuração intermediária Allure utiliza as rodas Noma de 16 polegadas com superfície usinada em dois tons e quatro raios geométricos.
A versão GT vem equipada com rodas de alumínio de 17 polegadas em acabamento bicolor usinado com fundo preto brilhante. O formato dos raios simula a letra Y estilizada. O conjunto exibe faces em relevo com efeito tridimensional e áreas foscas.
O desenho frontal não mudou. A grade preta do radiador continua integrada aos faróis principais. O para-choque preserva as barras verticais de iluminação diurna em LED com visual de três garras. A tampa traseira do modelo topo de linha exibe o novo logotipo MHEV no canto inferior.
A cabine da variante GT adota revestimentos escurecidos com pedaleiras em alumínio, apliques imitando fibra de carbono e iluminação interna em LED. O motorista dispõe de volante de dois raios revestido em couro com costura em tom contrastante ao lado do painel de instrumentos digital tridimensional de 10 polegadas configurado para demonstrar os fluxos energéticos do sistema elétrico e o estado operacional da propulsão combinada.
O catálogo disponibiliza cinco cores de carroceria, incluindo a nova branco Okénite, a azul Obsession lançada em janeiro, cinza Artense disponível fora da gama GT, cinza Selenium e preto Perla Nera.
Ajustes mecânicos e corte nos números do propulsor
A configuração Style continua com o motor de três cilindros 1.0 Firefly aspirado ligado ao câmbio manual de cinco velocidades. Esse propulsor gera entre 71 e 75 cv de potência e torque de 10 a 10,7 m·kgf.
A fabricante diminuiu a potência do motor T200 nas versões Allure e GT, alinhando o hatch aos modelos Fiat Pulse, Fastback, Citroën C3, Aircross e Basalt produzidos pelo Grupo Stellantis.
O conjunto turbo de três cilindros rendia anteriormente de 125 a 130 cv a 5.750 rpm e torque de 20,4 m·kgf a 1.750 rpm com qualquer combustível. O rendimento passou para 115 cv a 5.250 rpm tanto com etanol quanto com gasolina. A força máxima caiu para 20 m·kgf a 2.000 rpm.
A versão GT MHEV traz exclusividade no sistema semi-híbrido formado por motor elétrico auxiliar de 12 V com 4 cv e bateria de íons de lítio de 0,13 kWh, estrutura que auxilia o motor a combustão e gerencia a unidade de chumbo-ácido de 68 Ah.
Instalado debaixo do assento do condutor, o gerador funciona ligado por correia para dar partida, recarregar a bateria e fornecer assistência de torque em giros baixos. A regeneração da energia ocorre durante desacelerações e frenagens do veículo.





